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Botafogo é retirado de Ato Trabalhista por atrasos em pagamentos

Não pagamento de quatro parcelas do acordo pode causar série de processos trabalhistas; clube irá recorrer

Victor Martins
Um homem que acredita ser jornalista, escritor e 'chato'. Decidam vocês qual será a opção escolhida.Formado na Universidade Metodista de São Paulo. No Torcedores desde 2016 ou algo parecido.

Crédito: Divulgação/Site Oficial do Botafogo

O Botafogo pode sofrer mais um baque em sua situação financeira. De acordo com o Esporte News Mundo e o Globoesporte.com,  a Justiça do Trabalho decidiu por retirar o clube do Ato Trabalhista pelo não pagamento de parcelas do acordo, feito pelo clube para permitir a quitação de dívidas desta ordem.

A decisão foi proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho da Primeira Região (TRT-1), através do desembargador Jorge Fernando Gonçalves da Fonte. A justificativa apontada pelo magistrado é que o Glorioso não pagou as parcelas do Ato entre os meses de abril a julho de 2020, estes no primeiro ponto mais alto da pandemia do coronavírus. Além disto, o clube também teria atrasado outras parcelas entre outubro de 2020 e março de 2021. Pelo acordo, todos pagamentos tem que ser feitos na data do vencimento.

Na visão do TRT-1, o Botafogo teria que, para tentar pagar novamente os débitos atrasados, fazer novo acordo com a Justiça do Trabalho para isto. O atual, que valia desde 2015 e que tinha duração até 2024,  permitia ao clube parcelar dívidas trabalhistas, estas todas criadas até o final de 2014. O clube pagava por mês R$ 1,8 milhão

Para a diretoria botafoguense, uma negociação para um novo ato ‘sairia mais caro’ para o clube e teria que envolver discussões entre vários setores. Declarando-se ‘surpreendido’ com a decisão do TRT, O Glorioso decidirá por recorrer da sentença e o recolocar no Ato.

Com a saída do acordo, a possibilidade de novas ações trabalhistas contra o Botafogo podem surgir, já que os credores poderiam se sentir no direito de processar o clube e conseguir decisões que lhe permitam receber os valores devidos. O valor de dívidas que podem virar processos seria próximo dos R$ 100 milhões.

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