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Galvão Bueno cobra ‘crise de bom senso’ sobre Copa América no Brasil: “A terceira onda da covid-19 está batendo à porta”

Galvão Bueno negou ser contrário à realização da competição por causa dos direitos de transmissão

Danielle Barbosa
Colaboradora do Torcedores.com.

Crédito: Reprodução/SporTV

O narrador Galvão Bueno abriu a edição do programa ‘Bem, Amigos!”, do SporTV, nesta segunda-feira (31), falam sobre a decisão da Conmebol em colocar a Copa América para ser disputada no Brasil, após desistência da Colômbia e da Argentina, mesmo diante de todos os problemas sanitários enfrentados pelo país por causa da pandemia do coronavírus.

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Galvão Bueno começou citando a questão que chegou a ser levantada por apoiadores do governo do presidente Jair Bolsonaro, sobre os direitos de transmissão da competição, que nesta temporada pertencem ao SBT, e não mais à TV Globo como nas edições anteriores.

“Quem me conhece bem sabe que eu não tenho medo de dar a minha opinião, e acho que é um direito de todos concordar ou não comigo. A Globo e o SporTV, no ano passado, não tinham os direitos da Libertadores, e eu fui contra a volta precipitada da Liberadores, mas nós temos os direitos do Campeonato Brasileiro, só que eu também fui contra a volta do futebol no Brasil quando ele voltou. Aqui, lutamos com todas as nossas forças e possibilidades para que se atrasasse um pouco a volta do futebol brasileiro”, começou Galvão.

O narrador admitiu estar emocionado com a possibilidade de voltar a narrar uma partida da seleção na próxima sexta-feira, dia 4, quando o Brasil enfrenta o Equador pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022, mas reforçou que gostaria que o futebol demorasse um pouco mais para voltar.

“Eu não vou ser falso e mentir aqui, eu estou feliz e emocionado em poder voltar a narrar um jogo da seleção brasileira. Estou feliz porque a última vez que narrei um jogo de seleção brasileira foi em novembro de 2019, um Brasil e Argentina. Mas eu confesso que gostaria de esperar mais um pouco, porque não precisava ser agora. Eu dou sempre a minha opinião. Os direitos são nossos, mas eu acho que não precisava ser agora. Por que eu digo que poderia ser um pouquinho mais para frente? Porque a terceira onda da covid-19 está batendo à nossa porta. Já são mais de 465 mil mortes no Brasil. Não sabemos onde isso vai parar”, avaliou.

“É muito mais do que isso. São jornalistas do mundo inteiro, são dirigentes, o pessoal que vai trabalhar nos estádios, é gente que pode contaminar ou ser contaminada, que pode trazer ou levar uma sepa nova. Sabe quando é isso? Daqui menos de duas semanas. Parou por aí? Não. Tem o staff da Conmebol, tem o staff da CBF, tem o staff do executivo federal e do nosso presidente. O que era para ser um evento esportivo começa e me parecer que virou um confronto político. Quem corre o risco? É sua saúde, a nossa saúde, é a saúde pública da América. Sinceramente, eu peço a Deus que alguém tenha uma crise de bom senso e que essa loucura não aconteça”, completou o narrador.

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