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Neymar é um dos líderes do “motim” contra a Copa América, ao lado de mais cinco atletas que atuam na Europa

Seleção brasileira vive um cenário conturbado por conta da disputa da Copa América no Brasil

Flavio Souza
Desde 2006 escrevo sobre esportes em geral e participo do site Torcedores.com desde dezembro de 2018, onde exerço função de Colaborador Sênior.Atualmente meu foco é no futebol brasileiro e internacional, mas procuro falar sobre outras modalidades, como esportes olímpicos, por exemplo.Procuro trazer informações relevantes sobre os clubes fora de campo, como entrevistas, análises financeiras, desempenho das equipes em redes sociais e análises táticas.

Crédito: Divulgação / Lucas Figueiredo / CBF

Reunida para disputar as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022, a seleção brasileira encontra problemas fora de campo. Isso porque nesta quinta-feira (3), o próprio Tite, técnico da seleção, confirmou que os jogadores teriam solicitado uma reunião com a direção da CBF. O motivo seria um pedido dos atletas da seleção Canarinho para não disputar a Copa América no Brasil.

E nesta sexta-feira (4), veio a público a informação sobre quais seriam os mentores desse “motim”. Conforme apuração do repórter Pedro Ivo Almeida da Espn Brasil, Neymar, Casemiro, Alisson, Thiago Silva, Marquinhos e Danilo teriam sido os líderes desse movimento, sendo os responsáveis por cobrar Rogério Caboclo, presidente da CBF na última quarta-feira (2).

De acordo com o que foi apurado, os jogadores citados, com aval do restante do elenco e da comissão técnica, teriam citado ao presidente da entidade sua insatisfação com o fato de não terem sido comunicados pela mudança da sede da Copa América. Este fato teria causado muita irritação em todo o elenco. Inclusive, foi reportado que a conversa não foi em tom amigável. Além disso, outro ponto citado foi a fala de Caboclo, “pouco compreensível” com o questionamento do grupo.

Viés político da Copa América

A seleção brasileira só ficou sabendo da mudança da sede da competição por conta da imprensa e redes sociais. Além disso, o grupo não gostou de perceber que a disputa da Copa América veio por conta de uma pauta política. Com a crise social na Colômbia e mais um surto do Covid-19 na Argentina, a CBF teria contatado diretamente o Governo Federal para sediar o torneio no Brasil. Dessa forma, os jogadores entendem que a seleção foi “usada” politicamente.

Impacto com patrocinadores da seleção brasileira

O assunto ‘Copa América’ também gera repercussão entre os patrocinadores da entidade. Isso porque vários executivos das empresas que têm contrato com a CBF questionam a conduta dos dirigentes. As principais reclamações são a falta de comunicação e alinhamento prévio.

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