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Tyler Glasnow culpa nova política da MLB por sua lesão

Arremessador dos Rays tem uma ruptura parcial de ligamento na mão

Thais May Carvalho
Colaborador do Torcedores

Crédito: Alex Trautwig/MLB Photos via Getty Images

Em entrevista coletiva, o arremessador do Tampa Bay Rays, Tyler Glasnow, culpou a nova política da MLB de banir substâncias pegajosas pela sua lesão na mão. Nesta terça-feira (15), Glasnow foi colocado por 10 dias na lista de machucados, após ser diagnosticado com um rompimento parcial do ligamento colateral ulnar (que fica entre o dedão e a palma) e uma torção de uma dos tendões da sua mão direita.

Ainda não foi divulgado quanto tempo exatamente o arremessador de Tampa Bay vai ficar fora do time. Os médicos avaliaram que ele pode fazer fisioterapia e evitar a cirurgia Tommy John. Mesmo com esse prognóstico positivo, Glasnow não escondeu seu descontentamento: “Quero ganhar um Cy Young. Eu quero ser um All-Star e agora f***** tudo. Agora acabou. Agora eu tenho que me reabilitar e tentar voltar para os playoffs. Estou claramente frustrado.”. Ele ainda fará mais consultas com médicos na próxima sexta-feira para avaliar a gravidade da lesão.

O jogador revelou que, por conta das investigações e das maiores restrições em relação ao uso de substâncias pegajosas, ele parou de utilizar protetor solar e resina nas duas últimas partidas que fez. Segundo o atleta, essas são as únicas substâncias que ele usa para ajudar no controle dos seus arremessos.

Por conta disso, Glasnow disse que precisou mudar sua mecânica e a forma como segura a bola: “Tive que colocar minha bola rápida mais fundo da minha mão e segurá-la com mais força. Em vez de segurar minha bola curva na ponta dos dedos, tive que enfiá-la mais fundo na mão.”.

Isso, segundo o titular dos Rays, foi o que acabou resultando na sua lesão. “Eu realmente acredito 100% que foi por isso que me machuquei. Estou frustrado que a MLB não entende. Você não pode simplesmente nos dizer para não usarmos nada. É uma loucura.”.

Após jogar 7 innings contra os Nationals, em 8 de junho, Glasnow afirmou que sentiu dores onde nunca tinha sentido antes. Seis dias depois, contra os White Sox, mais uma vez ele sentiu um desconforto e precisou deixar a partida após 4 entradas. Nesses dois jogos, o arremessador teve um bom desempenho, o que, para ele, indica que o uso do protetor solar e da resina não ajudam na sua performance, mas somente auxiliam a segurar melhor a bola.

Um dos principais pontos da sua reclamação é o momento que a MLB escolheu para restringir o uso das substâncias. “Faça isso na pré-temporada. Dê uma chance de nos ajustarmos a isso. Eu joguei 80 entradas, e então você me diz que não posso usar nada no meio do ano. Tenho que mudar tudo o que tenho feito a temporada inteira. Estou dizendo que realmente acredito que é por isso que me machuquei.”. 

Na última terça-feira, a liga informou aos times que, a partir de 21 de junho, os arremessadores serão submetidos a avaliações aleatórias e, se alguma substância for encontrada, eles estarão sujeitos a multas, expulsões e punições mais pesadas. Essa é mais uma das medidas que foram adotadas pela MLB para controlar o uso de substâncias pegajosas pelos arremessadores, o que vem crescendo nos últimos anos e tem dificultado a vida dos rebatedores.

Ainda na entrevista coletiva, Tyler Glasnow disse que não vê problema em proibir algumas substâncias, como o spider tack, por exemplo, que ajuda a dar mais rotação na bola. No entanto, ele diz que é necessário ter algo, seja o que for, para ajudar a controlar os arremessos. “Tivemos uma reunião sindical, 36 representantes estavam lá. E foi como: ‘Alguém tem problemas com protetor solar e resina?’ Não. Nem uma única pessoa disse que havia um problema com isso. Os rebatedores disseram: vá em frente e use.”.

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