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Balanço do halterofilismo: ouro inédito com Mariana D’Andrea em Tóquio

Levantadora de peso de 23 anos fez história ao conquistar o pódio dourado para o Brasil nas Paralimpíadas, na categoria até 73kg

Marjoriê Cristine
Colaborador do Torcedores

Crédito: Takuma Matsushita/CPB

Mariana D’Andrea alcançou um feito inédito para o halterofilismo brasileiro em Tóquio 2020. Aos 23 anos, a paulista conquistou a primeira medalha de ouro brasileira na história da modalidade em Jogos Paralímpicos. Na categoria até 73kg, a jovem superou uma chinesa e uma francesa para colocar o nome do Brasil no alto do pódio.

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Antes do ouro de Mariana D’Andrea, o país só tinha uma medalha no halterofilismo: uma prata de Evânio Rodrigues da Silva na Rio 2016. Entre atletas convencionais (olímpicos) e paralímpicos, só a dupla chegou a um pódio em Paralimpíadas.

“Esperava muito por este momento. Não tem gratidão maior do que ganhar esta medalha após cinco anos de treinamento. Agradeço a todos pela torcida e pela oração. Quero deixar registrado aqui, que se você tem sonho, corra atrás dos seus objetivos e os conquiste”, disse Mariana.

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Recorde das Américas

Para a vitória, Mariana ergueu 137kg, quase o dobro do seu peso. A marca foi o novo recorde das Américas. O recorde paralímpico é de 140kg e pertence à francesa Souhad Ghazouani, que foi medalhista de bronze em Tóquio.

Na Paralimpíada de Tóquio, a delegação brasileira foi composta por sete atletas. Além de Mariana, participaram também Ailton Bento de Souza (PB), Bruno Carra (SP), Evânio Rodrigues (BA), João Maria Júnior (RN), Lara Aparecida de Lima (MG)  e Tayana Medeiros (RJ).

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