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Fórmula 1: Autódromo de Interlagos pode ser interditado a pouco menos de um mês do GP do Brasil

Prefeitura de São Paulo responde a processo judicial sobre o autódromo de Interlagos, palco da corrida de Fórmula 1 no Brasil

Mário André Monteiro
Jornalista com passagens por Portal iG, Fox Sports e Osasco Audax. Atualmente editor do Alemanha FC (http://www.alemanhafc.com.br). No Twitter: @alemao_mario e no Instagram: @marioalemao

Crédito: Reprodução / Prefeitura de SP

O Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 está marcado para o próximo dia 14 de novembro, em São Paulo, mas um processo judicial contra a prefeitura da capital paulista coloca em dúvida a realização do evento.

Segundo o colunista Guilherme Amado, do jornal “Metrópoles”, uma ação popular protocolada no mês de julho deste ano pede a interdição do autódromo de Interlagos, local da corrida de F1, devido à ausência de uma licença ambiental de funcionamento.

Em setembro, o juiz Renato Augusto Pereira Maia indeferiu a ação sem analisar o mérito, alegando falta de coerência e que o autor não foi capaz de demonstrar quais danos ambientais ocorriam na região do autódromo.

Porém, ainda em setembro, um recurso pediu a anulação da decisão de Renato Maia, determinando o reestabelecimento da ação na primeira instância.

A ação proposta pelo administrador Arnaldo Barros Feitosa diz que cabe à prefeitura de São Paulo responder pela ausência do licenciamento e provar que não está causando danos ao meio ambiente. A reposta da prefeitura sobre o recurso deve ser dada até o dia 27 deste mês de outubro.

O autódromo de Interlagos nunca teve licença ambiental para funcionar. As autoridades responsáveis sempre deixaram claro que o documento não era necessário porque o local foi inaugurado antes da resolução de 1997 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que classificou autódromos como empreendimentos potencialmente poluidores.

José Roberto Strang Xavier Filho, procurador da cidade de São Paulo, disse recentemente que a gestão de Interlagos era cercada de cuidados ambientais e que não haveria razão para interditar o complexo.

Uma possível interdição do circuito, segundo o procurador, poderia causar um prejuízo de R$ 300 milhões a São Paulo.

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