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MLS: Antônio Carlos valoriza cuidados na pandemia e exalta “respeito como ser humano”

Campeão do Brasileirão de 2018 pelo Palmeiras, Antônio Carlos rasgou elogios aos cuidados do Orlando City para evitar grandes contágios durante a pandemia

Rafael Brayan
Estudante de jornalismo. Colaborador especialista e editor-plantonista do Torcedores.Twitter: @rafaelbrayan_

Foto: Antônio Carlos em jogo do Orlando City na MLS

O Orlando City entrará em campo neste sábado (16) contra o Cincinnati, no TQL Stadium, em confronto válido pela 29ª rodada da Major League Soccer, às 20h30 (no horário de Brasília). Brigando para se classificar para a próxima fase da competição pela Conferência Leste, o time terá alguns conhecidos no elenco.

Um deles é o zagueiro Antônio Carlos, campeão da Copa São Paulo de Futebol Junior em 2012 pelo Corinthians, ao lado de Marquinhos. Com passagens ainda por Fluminense e Ponte Preta, ele venceu o Brasileirão como titular em 2018, quando vestia a camisa do Palmeiras.

Em sua segunda temporada na MLS, o defensor conversou com o Torcedores.com sobre os cuidados que a principal liga dos Estados Unidos da América teve durante o tratamento da pandemia da Covid-19, que acabou sendo muito elogiado pelo brasileiro.

“O tratamento da pandemia na Major League Soccer foi muito bem feito. Protocolo muito organizado, com muita qualidade. Desde o primeiro momento da pandemia sabiam que não dava para continuar, assim como no mundo também. Mas a forma como eles voltaram depois que deu uma amenizada foi realizada de uma maneira muito boa”, disse Antônio Carlos, em entrevista exclusiva. 

Os clubes da MLS paralisaram o futebol rapidamente e, segundo o brasileiro, “depois voltaram de forma muito organizada”. Foram 14 dias de treinos com testes diários e as sessões eram separadas por jogadores de cada posição, evitando grandes aglomerações.

Com o avanço da vacinação nos Estados Unidos, o Orlando City passou a vacinar os seus atletas em volta de maio de 2021. Isso permitiu que os treinos começassem a ser implementados em grupos, mas com máscaras durante todo o tempo, além de álcool e testes a cada dois dias.

“Ainda aconteceram alguns contágios, mas quando aconteceu, o jogador foi retirado na hora. Se eu não me engano, o nosso time teve dois ou três casos. Foi muito bom. O respeito com os atletas e o ser humano, com a nossa família, foi muito importante”, disse Antônio Carlos.


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Jogador da MLS foi transferido após recusar vacina

Enquanto a vacinação avançava nos Estados Unidos, os clubes passaram a exigir que seus atletas tomassem as doses para rapidamente lutarem mais fortemente contra o vírus. Porém, um caso que chamou muita atenção foi de Erik Hurtado, que estava no Montreal Impact e foi para o Orlando Crews, do Canadá.

O motivo da mudança foi que o atleta se recusou a tomar a vacina, o que acabou se tornando um problema no elenco da MLS.

“Estávamos muito satisfeitos com o Erik, mas ele não foi vacinado e a situação começou a se tornar problemática. Ele assumiu que não se sentia confortável em tomar a vacina e nós decidimos aceitar este negócio que acaba por ser bom para os dois lados” disse Olivier Renard, responsável pelo futebol da equipe canadense.

Zagueiro fala de adaptação ao elenco do Orlando City

Cidade “queridinha” dos brasileiros que vão morar nos Estados Unidos, Orlando ajudou na adaptação do zagueiro ao novo país. Além da vizinhança mais conhecida, o elenco abrasileirado, que ainda tinha Flávio Augusto como dono (vendeu o clube em 2021 por R$ 2 bilhões), ajudou durante o processo de permanência.

Inicialmente emprestado ao Orlando City pelo Palmeiras, ele encontrou alguns jogadores conhecidos, teve rápido destaque e foi contratado em definitivo pelo clube. Entre os atletas, os brasileiros Junior Urso e mais recentemente Alexandre Pato facilitaram nesse processo. Além disso, os portugueses Nani e João Moutinho também ajudaram.

“Foi bom para me adaptar. Se não tivesse brasileiro, eu ia me sentir sozinho. Ainda bem que tem, até os portugueses, o Nani, o João (Moutinho, lateral). Sofrimento não teve, só a pandemia, mas nos adaptamos bem a Orlando. É uma cidade muito boa”, disse o zagueiro.

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