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Osasco e Barueri abrem a final do Paulista de vôlei feminino; saiba onde assistir

Por ter feito melhor campanha, Osasco terá o mando de quadra no primeiro e, caso necessário, também no terceiro jogo da final estadual

Thiago Chaguri
Colaborador do Torcedores

Crédito: Ricardo Bufolin/ECP

Osasco São Cristóvão Saúde e a surpreendente equipe das “Chiquititas” do Barueri Volleyball Club abrem, nesta sexta-feira (15), às 21h30 no ginásio José Liberatti, a série melhor de três jogos pela final do Campeonato Paulista de vôlei feminino. A equipe do técnico Luizomar de Moura passou pelo EC Pinheiros na semifinal ao vencer por 2 a 0. Já o Barueri virou contra o favorito Sesi/Bauru o carimbou sua vaga à final por 2 a 1, de virada.

Além do primeiro jogo, a FPV (Federação Paulista de Vôlei), agendou as duas próximas datas. Marcado para as 18h do dia 19 de outubro (terça-feira), o duelo irá para o ginásio José Corrêa, em Barueri. Caso haja empate, a série retorna para o José Liberatti no dia 22 de outubro, uma sexta-feira.

Os ingressos para esta primeira partida foram comercializados na quarta-feira (13) e esgotaram-se em 40 minutos. Respeitando o plano de retomada do governo do estado de São Paulo, será liberada 50% da capacidade total de público no ginásio. Os presentes deverão apresentar o comprovante de vacinação. Para quem completou o esquema vacinal, basta o comprovante. Caso tenha recebido apenas a primeira dose da Coronavac, AstraZeneca ou Pfizer, deverá portar o exame de RT-PCR negativo para covid-19 realizado em até 48 horas antes do início da partida ou um teste antígeno de 24 horas.

COMO AS EQUIPES CHEGARAM À FINAL

Segunda melhor campanha da primeira fase somando quatro vitórias e uma derrota, Osasco encarou o EC Pinheiros, terceiro, na semifinal. Como o regulamento previa, apenas os dois primeiros garantiriam vaga na semifinal, enquanto os classificados do terceiro ao sexto precisariam jogar as quartas de final.

O clube paulistano passou pelo AGEE/Atacadão/São Carlos nesta fase por 2 a 0. Mas parou por aí. Apesar de encarar dificuldades, principalmente na segunda partida, Osasco fechou o duelo por 2 a 0, vencendo o primeiro jogo por 3 sets a 0 e o segundo por 3 sets a 1 para se credenciar à final.

 

Líder com sobras, invicto nas cinco partidas da fase de classificação e com grandes nomes do vôlei brasileiro, como as campeãs olímpicas em Londres-2012 Dani Lins e Adenízia, o Sesi/Bauru chegou com o status de principal equipe do campeonato. Assim como Osasco, aguardou seu adversário vir das quartas de final. Barueri Volleybal Club e Energis 8 São Caetano duelaram pelo outro lado da fase.

As comandadas de José Roberto Guimarães passaram com um duplo 3 sets a 0 e tiveram pela frente a equipe bauruense. Na primeira partida, vitória das favoritas em casa, por 3 sets a 1. No entanto, o segundo duelo reservou uma grande surpresa. A equipe da região metropolitana não tomou conhecimento e aplicou impiedosos 3 sets a 0.

Voltando ao Panela de Pressão, o Sesi/Bauru novamente assistiu à uma atuação de gala das adversárias. Inesperadamente, Barueri atropelou as donas da casa outra vez por 3 sets a 0  e desbancou o clube de melhor campanha da fase inicial por 2 a 1.

TIRA-TEIMA ENTRE AS CIDADES

Essa final será um tira-teima entre Osasco e Barueri. Os clubes decidiram o Campeonato Paulista em duas ocasiões, em 2017 e 2019. Osasco levou a melhor em 2017.

No ginásio José Corrêa, bateu o time mandante por 3 sets a 0. Pelo jogo dois, no ginásio José Liberatti, veio o troco de Barueri por 3 sets a 2. Porém o regulamento da final indicava o “Golden Set” (set extra para desempatar e definir o campeão). As donas da casa venceram este set desempate e ficaram com o título, para delírio da torcida.

Dois anos mais tarde, os torcedores que comemoram, desta vez lamentaram. Contando com a parceria do São Paulo Futebol Clube – clube de coração do técnico José Roberto Guimarães – o Barueri conseguiu sua revanche. Venceu o primeiro jogo em casa por 3 sets a 0 e levantou a taça na casa adversária de forma épica, por 3 sets a 2 de virada após estar perdendo por 2 a 0.

A HEGEMONIA OSASQUENSE

Maior campeão, Osasco disputará sua 22ª final. Conquistou 15 troféus em 21 chances até o momento. Esta hegemonia iniciou em 2001, ano do primeiro triunfo. Porém, outra marca impressionante é a presença constante em decisões. O clube ficou de fora apenas duas vezes desde 1998. Nas raras oportunidades, o São Bernardo venceu o EC Pinheiros em 2000 e, dez anos mais tarde, o próprio Pinheiros/Mackenzie levantou sua sexta e última taça diante do Vôlei Futuro, da cidade de Araçatuba.

Desde 2006 no comando, Luizomar de Moura obtém nove títulos do estadual. Apesar de ser o técnico da equipe também em 2017, Luizomar não esteve presente naquela edição do Campeonato Paulista, pois tinha compromissos com a seleção feminina do Peru. Seu assistente, Spencer Lee, foi o responsável por guiar o time no campeonato daquele ano.

Ídolo máximo da torcida, Camila Brait está em sua 14ª temporada seguida no clube e possui sete troféus do estadual. Estava sob contrato em 2017 e 2019 diante do mesmo adversário de hoje, o Barueri. Contudo, assim como Luizomar, também não esteve presente no título de 2017. Grávida durante o período da competição, que durou de agosto a outubro, Brait deu a luz à filha Alice no dia 27 de novembro.

Além de Brait, Tandara e Fabíola também integravam o plantel em 2017. Porém, para esta temporada, Tandara ainda está impossibilitada de atuar devido ao teste positivo de doping, que a tirou da fase final dos Jogos Olímpicos.

Com isso, Fabíola é a única jogadora de Osasco que esteve em quadra naquela final. A levantadora está em sua terceira passagem pelo clube. Retornou para esta temporada após três anos.

JOSÉ ROBERTO TENTA O BI PARA A CIDADE DE BARUERI

12 de outubro. Dia das crianças. Na data em que o projeto completou cinco anos, as “Chiquititas” – apelido carinhosamente dado pelos fãs de vôlei ao clube por conter em seu plantel jovens jogadoras vindas das equipe de base, em referência à novela infantil – aprontaram e levaram Barueri à terceira final de sua história. José Roberto Guimarães conduz o clube com ajuda de sua família e arca com os valores de seu próprio bolso.

Fãs do vôlei subiram a hashtag #PatrocineoBarueriVolei na terça-feira (12) e colocaram o assunto nos trend topics do Twitter. A intenção era chamar a atenção de grandes marcas e angariar um patrocínio master para ajudar no belo projeto do técnico da seleção brasileira feminina, que investe em garotas jovens e dá oportunidades para que elas possam crescer não somente como jogadoras, mas também como pessoas.

Em entrevista pós-jogo para a repórter Gabriela Ribeiro, do SporTV, o próprio Zé Roberto deu uma declaração emocionada, alertando que o clube pode encerrar as atividades até o final da temporada caso não consiga parceiros.

Fruto do projeto, Jacke é um símbolo. A levantadora está indo para sua terceira final pelo clube. Esteve presente em 2017 e 2019. Assim como Jacke, a central Diana e a Oposta Jheovana integravam o elenco de 2019.

Pessoalmente, José Roberto Guimarães busca ser hexa. Campeão em 2019, também levantou mais quatro taças. Nestas oportunidades, conduziu o clube adversário, Osasco, entre os anos de 2001 a 2004.

TRANSMISSÃO

Todas as partidas terão transmissão do SporTV 2. Anote os dias e horários:

15/10 – Ginásio José Liberatti – Osasco

21h30 – Osasco São Cristóvão Saúde x Barueri Volleyball Club

19/10 – Ginásio José Corrêa – Barueri

18h – Barueri Volleyball Club x Osasco São Cristóvão Saúde

22/10 – Ginásio José Liberatti – Osasco

19h – Osasco São Cristóvão Saúde x Barueri Volleyball Club

 

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