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Suárez admite mágoa por acusação “sem provas” de racismo contra Evra: “Tenho companheiros negros e nunca tive problema”

Suárez chegou a pegar oito jogos de suspensão por causa da acusação de injúria racial

Danielle Barbosa
Jornalista. Escrevendo para o Torcedores desde 2014.

Crédito: Reprodução

Entre as principais polêmicas da carreira, Luís Suárez tem em seu currículo a acusação de racismo contra o francês Patrice Evra, quando atuava pelo Liverpool, durante um clássico contra o Manchester United, pela Premier League, em 2011. O atacante uruguaio foi denunciado e condenado pela injúria racial, pegando uma suspensão de oito jogos.

Segundo Evra, enquanto marcava Suárez durante uma cobrança de escanteio, o ex-jogador do Liverpool disparou: “Não me encoste, eu não falo com negros”. Hoje no Atlético de Madrid, o atacante uruguaio afirmou que esse episódio foi o que mais machucou pelo fato de não ter tido nenhuma prova.

“Pessoalmente, vivi muitas coisas e valorizo o fato de que cada vez que caí, me levantei. Eu me levantei porque sou cabeça dura, teimoso, para provar que as pessoas estavam equivocadas. Mas houve momentos complicados, como a acusação de Evra, que foi o que mais me machucou”, relembrou Suárez durante entrevista ao programa ‘Bola da Vez’, da ESPN.

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“Porque não houve nenhuma prova e isso me magoou muito pois além de não ter prova, também sou sul-americano, tendo um colega negro, nunca tive problema, nem na Holanda nem em nenhum país onde joguei. Isso foi o que mais me machucou, foi muito difícil superar”, completou.

Evra deu sua versão sobre o episódio:

Durante uma entrevista ao podcast do Manchester United, em maio do ano passado, Evra relembrou o ocorrido com Suárez e revelou que precisou se segurar para não partir pra cima do uruguaio porque perderia a razão.

“Acho que as pessoas não sabem o que aconteceu nos bastidores. No jogo contra o Liverpool, eu estava marcando ele no escanteio e ele me disse, em espanhol: ‘Não me encoste, eu não falo com negros’. Talvez ele não soubesse que eu falava espanhol. O árbitro veio e perguntou o que estava acontecendo. Ele viu que mudei meu olhar e perguntou se eu estava bem. Falei para ele que havia sido racialmente ofendido e ele disse: ‘Ok, vamos conversar depois do jogo. Continue jogando e não faça nada estúpido’”, contou.

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“Lembro que, durante aquele jogo, estava falando comigo mesmo: ‘Se você socá-lo agora, as pessoas vão ver você como o errado. Vão esquecer do que ele falou. Não faça isso’”, acrescentou o francês.

Evra ainda revelou ter sofrido ameaças de morte após a denúncia contra Suárez. “Depois que saiu nos jornais, o Manchester United recebeu muitas cartas ameaçadoras sobre mim. Pessoas disseram: ‘Estamos na cadeia, somos torcedores do Liverpool. Quando sairmos, vamos matar você e sua família’. Por dois meses, tive segurança por onde ia. Minha família estava com medo, mas eu não. Eu não conseguia entender por que me odiavam tanto. Eles não sabiam a verdade”, completou.

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