Torcedores – Notícias Esportivas

Retrospectiva 2021: Relembre os clubes brasileiros campeões deste ano no vôlei feminino

Vencendo todas as competições nacionais, protagonismo das equipes mineiras marcou o ano de 2021 no vôlei feminino

Thiago Chaguri
Colaborador do Torcedores

Crédito: Minas e Praia Clube foram os protagonistas no cenário brasileiro do vôlei feminino em 2021. Fotos: Wander Roberto/Inovafoto/CBV (Minas) e Cristiano Andujar/CBV (Praia Clube)

A retrospectiva 2021 do “Torcedores.com” sobre o vôlei brasileiro inicia pelo naipe feminino, abordando os campeonatos nacionais, estaduais e o Mundial de Clubes realizado neste mês de dezembro, em Ancara, na Turquia. Além do retorno de público aos ginásios no último trimestre, o ano teve como destaque o total domínio dos clubes do estado de Minas Gerais no cenário nacional, protagonizados por Itambé/Minas e Dentil/Praia Clube.

No primeiro semestre, Minas sagrou-se bicampeão da Copa Brasil e tetracampeão brasileiro ao faturar a Superliga. Ambos títulos foram conquistados sobre o rival mineiro.

Já na segunda metade, quem deu as cartas foi o Praia Clube. Além do estadual, o time de Uberlândia ergueu o troféu sobre a equipe de Belo Horizonte também na decisão da Supercopa Brasil e do Campeonato Sul-Americano.

Aos outros clubes, restou o título dos estaduais. Osasco levou seu 16º Campeonato Paulista e o Sesc/Flamengo saiu vitorioso no Rio de Janeiro pela 17ª vez.

A partir de agora, relembraremos os principais campeonatos disputados pelas equipes brasileiras neste ano. Confira a retrospectiva 2021 do vôlei feminino.

COPA BRASIL

O primeiro campeão de 2021 no vôlei saiu da Copa Brasil feminina, torneio que reúne as oito melhores equipes do primeiro turno da Superliga, realizado entre 19 de janeiro e 06 de fevereiro.

Seu formato é bem simples. Em jogos únicos, as equipes entram direto na fase quartas de final, onde o 1º encara o 8º, o 2º pega o 7º, 3º contra 6º e, por fim,  4º versus 5º.

Estes confrontos foram realizados na casa dos times de melhor campanha.

Líder e vice, Itambé/Minas e Osasco São Cristovão Saúde venceram seus respectivos compromissos diante do Pinheiros e Curitiba Vôlei por 3 sets a 0.

Já o Dentil/Praia Clube, terceiro, fez 3 a 1 no São Paulo/Barueri (6º), mesmo placar do triunfo do Sesi/Bauru (5º) sobre o Sesc/Flamengo (4º).

Em decorrência do agravamento da pandemia de covid-19 no Brasil, medidas sanitárias foram impostas pela CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) para concluir a fase final da competição de forma isolada e sem torcida, em sistema de ‘bolha’.

O CDV (Centro de Desenvolvimento do Vôlei), Centro de Treinamento oficial da seleção brasileira em Saquarema-RJ, recebeu as partidas.

Principal equipe da temporada 2020/2021, o Itambé/Minas confirmou o favoritismo e faturou seu segundo título de Copa Brasil sobre seu rival, o Dentil/Praia Clube, em um dos melhores jogos do ano, decidido num sensacional e para lá de equilibrado tie-break.

SEMIFINAIS

(1º) Itambé/Minas 3 x 1 (5º) Sesi/Bauru (30/28, 14/25, 25/11 e 25/22)

(2º) Osasco São Cristovão Saúde 0 x 3 (3º) Dentil/Praia Clube (23/25, 23/25 e 20/25)

FINAL

(1º) Itambé/Minas 3 x 2 (3º) Dentil/Praia Clube (25/22, 27/29, 27/25, 25/27 e 15/13)

SUPERLIGA

12 clubes participaram e se enfrentaram em turno e returno ao longo de 22 rodadas pela Superliga, visando uma vaga entre as oito disponíveis para os playoffs. A fórmula do mata-mata é a tradicional: 1º x 8º, 2º x 7º, 3º x 6º e 4º x 5º.

Participantes: Itambé/Minas, Osasco São Cristovão Saúde, Dentil/Praia Clube, Sesi/Bauru, Sesc/Flamengo, São Paulo/Barueri, Curitiba Vôlei, Brasília Vôlei, Pinheiros, Fluminense, São José dos Pinhais e São Caetano.

Vindo dos títulos do Campeonato Mineiro no fim de 2020 e da Copa Brasil, o Itambé/Minas era apontado como principal candidato à conquista da Superliga. E não decepcionou.

Demonstrando essa condição em quadra, a equipe da capital mineira obteve uma impressionante campanha de 21 vitórias e apenas uma derrota, terminando na liderança disparada da fase classificatória. Ganhou 63 sets e perdeu apenas nove neste período.

Completaram os playoffs, em ordem de posição: Osasco São Cristovão Saúde (2º), Dentil/Praia Clube (3º), Sesi/Bauru (4º), Sesc/Flamengo (5º), São Paulo/Barueri (6º), Curitiba Vôlei (7º) e Brasília Vôlei (8º).

PLAYOFFS

Minas, Osasco e Praia Clube venceram suas séries em dois jogos contra Brasília, Curitiba e Barueri respectivamente. Bauru precisou de uma terceira partida para eliminar o Sesc/Flamengo.

A partir da semifinal, a CBV novamente adotou a ‘bolha’ na cidade de Saquarema para as finais da Superliga.

Em quadra, o Sesi/Bauru lutou muito pela vaga, mas o Minas levou a melhor. Triunfando por 3 sets a 1 e 3 sets a 2, o líder da primeira fase se garantiu na final para encarar o Dentil/Praia Clube, que bateu o Osasco em dois jogos com placares de 3 sets a 2 e 3 sets a 0.

Diante do rival, Minas teve rendimento bem abaixo do padrão da temporada e perdeu a primeira partida. Méritos também para a grande atuação do Praia Clube, que soube neutralizar a força ofensiva do adversário.

No entanto, o tradicional clube de Belo Horizonte deu o troco pelo mesmo placar no encontro seguinte e a série foi para a terceira e derradeira partida, no dia 05 de abril. A exemplo da Copa Brasil deste ano, a Superliga só conheceu o campeão após um parelho tie-break, novamente vencido pelo Itambé/Minas, que alcançou seu quarto título oficial de campeonato brasileiro.

Macris, levantadora da equipe vencedora, foi eleita a MVP da final.

(1º) Itambé/Minas 1 x 3 (2º) Dentil/Praia Clube (21/25, 12/25, 25/21 e 22/25)

(2º) Dentil/Praia Clube 1 x 3 (1º) Itambé/Minas (25/19, 20/25, 25/27 e 23/25)

(1º) Itambé/Minas 3 x 2 (2º) Dentil/Praia Clube (25/17, 13/25, 12/25, 25/18 e 15/11)

SELEÇÃO DA SUPERLIGA:

MVP – Thaisa (Itambé/Minas)
Craque da Galera – Thaisa (Itambé/Minas)
Levantadora – Macris (Itambé/Minas)
Oposta – Tandara (Osasco São Cristovão Saúde)
Ponteiras – Fernanda Garay (Dentil/Praia Clube) e Pri Daroit (Itambé/Minas)
Centrais – Thaisa (Itambé/Minas) e Carol (Dentil/Praia Clube)
Líbero – Camila Brait (Osasco São Cristovão Saúde)
Treinador – Nicola Negro (Itambé/Minas)

CAMPEONATOS ESTADUAIS

MINEIRO

O Campeonato Mineiro contou somente com quatro clubes: Itambé/Minas, Dentil/Praia Clube, Sada Argos e o convidado Brasília Vôlei. Disputado entre os dias 14 e 16 de outubro no sistema de pontos corridos e turno único, o Praia Clube conquistou seu oitavo título com uma vitória por 3 sets a 0 sobre o Minas na terceira e última rodada.

PAULISTA

Seis equipes participaram do Campeonato Paulista de 2021, dentre as quais quatro integram a Superliga A, a elite brasileira: Osasco, Bauru, Barueri e Pinheiros. São Caetano e São Carlos completaram o campeonato.

Iniciado em turno único, perfazendo cinco jogos para cada time, os dois primeiros garantiriam vaga para as semifinais. Do 3º ao 6º houve a disputa das quartas de final, onde Barueri e Pinheiros avançaram para encarar o líder Bauru e o segundo lugar Osasco, respectivamente.

PLAYOFFS

Osasco despachou Pinheiros por um duplo 3 a 0, mas pela outra semifinal aconteceu a maior surpresa da temporada do vôlei feminino: recheado de novos talentos, com média de idade de apenas 21 anos, Barueri ganhou a série contra o forte e favorito ao título Sesi/Bauru. Derrotadas no primeiro encontro, as “Chiquititas’ protagonizaram uma reviravolta incrível. Com autoridade, entregaram espetaculares atuações nas duas partidas seguintes, vencendo ambas por 3 a 0 para se credenciar à final.

Tal feito atraiu a atenção dos ‘voleifãs’ para as comandadas de José Roberto Guimarães. Após um apelo do próprio técnico, que mantém o projeto arcando com as despesas através de recursos próprios, a comunidade do vôlei subiu uma campanha com a hashtag “#PatrocineOBarueriVolei” no Twitter para tentar angariar patrocínios para o clube, que corria o risco de ser extinto para a próxima temporada. E a campanha deu certo. Para a disputa da Superliga 2021/22, Barueri conseguiu três patrocínios para ajudar a sustentar seu trabalho, cujo objetivo é revelar novos talentos vindos da base.

Apesar da torcida à favor, Barueri não resistiu ao forte e tradicional Osasco, que venceu por 3 a 0 os dois compromissos e levantou seu 16º troféu estadual no dia 19 de outubro.

CARIOCA

Somente Sesc/Flamengo e Fluminense participaram do Campeonato Carioca em 2021. Sendo assim, dois jogos, nos dias 19 e 22 de outubro, decidiriam o campeão. Em caso de uma vitória para cada lado, o desempate ocorreria através de um set extra.

O Sesc/Flamengo não teve dificuldades e levou o primeiro jogo por 3 sets a 0, mas o Fluminense deu o troco e ganhou a segunda partida por 3 a 1. Como previsto, set desempate para a definição. Mesmo com boa atuação durante o duelo, o Fluminense sucumbiu. Assistiu o time de Bernardinho vencer o “Golden Set” e faturar seu 17º título no estadual do Rio de Janeiro.

SUPERCOPA

Embora campeão da Superliga e da Copa do Brasil da temporada 2020/21, o Itambé/Minas precisou entrar em quadra para disputar a Supercopa. Seu adversário foi novamente o Dentil/Praia Clube, vice das duas competições anteriormente citadas.

Entretanto, assim como na decisão do Campeonato Mineiro dois dias antes (16 de outubro), quem levou a melhor foi a equipe de Uberlândia, outra vez aplicando tranquilos 3 a 0 sobre o rival de Belo Horizonte para conquistar seu quarto título de Supercopa.

SUL-AMERICANO

Disputado entre cinco clubes e com sede em Brasília, o Sul-Americano adotou o sistema de pontos corridos e turno único. A competição ocorreu entre 21 e 25 de outubro. Participaram: Itambé/Minas, Dentil/Praia Clube, Brasília Vôlei, Club Olimpia (Uruguai) e San Martín (Bolívia).

Duas equipes chegaram invictas à última rodada, empatadas com três vitórias: o então líder Minas e o vice-líder Praia Clube.

A quarta rodada teve caráter decisivo, onde o vencedor do duelo ficaria com o título. Em jogo com altos e baixos de ambos, o Praia bateu o Minas por 3 sets a 2, venceu seu título inédito do Sul-Americano e de quebra levantou o terceiro troféu consecutivo sobre o rival em um intervalo de apenas dez dias (entre os dias 16 e 25 de outubro), um feito impressionante e muito comemorado por sua torcida.

SELEÇÃO DO SUL-AMERICANO:

MVP – Claudinha (Dentil/Praia Clube)
Levantadora – Ana Cristina (Brasília Vôlei)
Oposta – Brayelin Martinez (Dentil/Praia Clube)
Ponteiras – Anne Buijs e Kasiely (Dentil/Praia Clube)
Centrais – Carol Gattaz e Thaisa (Itambé/Minas)
Líbero – Léia (Itambé/Minas)

MUNDIAL DE CLUBES

Para finalizar a temporada, os protagonistas brasileiros Praia Clube e Minas rumaram à Ancara, capital da Turquia, para a disputa do Mundial de Clubes. O Praia caiu no “grupo da morte”, enfrentando o turco Fenerbahçe e o ótimo Imoco Conegliano, da Itália.  A equipe de Uberlândia não resistiu ao poderio dos adversários e se despediu da competição perdendo as duas partidas do grupo por 3 sets a 0, sendo eliminada logo na primeira fase.

Já o Minas encarou o Altay, do Cazaquistão, e o turco VakifBank, um dos principais clubes do mundo. Contra o time cazaque, vitória protocolar por 3 sets a 0. Diante do VakifBank, derrota pelo mesmo placar.

PLAYOFFS

Classificado em segundo para a semifinal, o clube minastenista enfrentou o primeiro da outra chave e surpreendeu. Arrancou o primeiro set do temido Imoco Conegliano e teve reais possibilidades de abrir 2 a 0, chegando a obter um set point na segunda parcial. Contudo, o Conegliano se reergueu, levou este set e se impôs nos dois posteriores, avançando à final vencendo por 3 a 1 (23/25, 26/24, 25/15 e 25/19).

Na disputa pelo terceiro lugar, o Fenerbahçe atropelou o Minas. Com direito a assombrosos 25/7 no segundo set, fez 3 a 0 (25/15, 25/7 e 28/26) para levar a medalha de bronze.

Na final, grande jogo entre o Imoco Conegliano e VakifBank. Conegliano recentemente bateu o recorde mundial de vitórias da história do vôlei feminino. Tal marca, que pertencia justamente à seu adversário da final, será homologada pelo “Guiness Book”, o livro dos recordes. O clube italiano ficou invicto de 12 dezembro de 2019 a 01 de dezembro de 2021, somando 76 triunfos seguidos, enquanto o feito do VakifBank perdurou de 23 de outubro de 2012 a 22 de janeiro de 2014, quando somou 73 resultados positivos consecutivos.

Equilibrada, a partida foi decidida no tie-break. Carregando um retrospecto de 80 vitórias nas 81 partidas anteriores, o Conegliano entrou como favorito, mas foi desbancado pelo VakifBank, que teve forte desempenho e não se intimidou diante de tais marcas.

Apesar dos 35 pontos da estrela italiana Paola Egonu, o ótimo desempenho coletivo do VakifBank foi primordial para a conquista. Destaque para os 28 pontos da MVP do Mundial e da final, a oposta sueca Isabelle Haak, e também para os 16 pontos da ponteira brasileira Gabi Guimarães, excelente tanto no ataque quanto na defesa.

Por 3 sets a 2, o VakifBank conquistou seu quarto título do Mundial de Clubes e se isolou ainda mais como o maior campeão da competição.

SELEÇÃO DO MUNDIAL

MVP – Isabelle Haak (VakifBank)
Melhor levantadora – Joanna Wolosz (Imoco Conegliano)
Melhor oposta – Isabelle Haak (VakifBank)
Melhores ponteiras – Gabi Guimarães (VakifBank) e Arina Fedorovtseva (Fenerbahçe)
Melhores centrais – Robin De Kruijf (Imoco Conegliano) e Zehra Günes (VakifBank)
Melhor líbero – Monica De Gennaro (Imoco Conegliano)

 

 

LEIA TAMBÉM:

Brasileira é eleita para o “time ideal” do Mundial de Clubes feminino de vôlei; confira a premiação

VakifBank bate o temido Conegliano e conquista o tetra do Mundial de Clubes feminino de vôlei

Conheça o Imoco Conegliano, finalista do Mundial de Clubes feminino de vôlei

Veja a história do VakifBank, finalista do Mundial de Clubes feminino de vôlei

São Paulo economiza quantia milionária com saídas no elenco; veja valores

Jornalista aponta principal problema de Paulo Sousa assumir o Flamengo

Clube do Oriente Médio desiste de contratar Diego Costa, e Gilberto entra na mira; saiba mais

Marcelo pretende seguir os passos de Ronaldo e comprar clube no Brasil