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Fórmula 1: Entenda a ‘dor de cabeça’ da Red Bull com o novo combustível

De acordo com Helmut Marko, consultor da Red Bull, a equipe vem sofrendo para solucionar um problema gerado pelo novo combustível da F1

Álvaro Logullo Neto
24 anos, formado em Jornalismo pela Universidade de São Paulo e, desde 2021, redator de esportes no Torcedores.com. Por aqui, um pouco de tudo: tênis, basquete, NFL, Fórmula 1, esportes olímpicos e Fiorentina... digo, futebol!

Crédito: Divulgação / Instagram: @redbullracing

A Red Bull Racing, dos pilotos Max Verstappen e Sergio Pérez, estaria enfrentando uma grande ‘dor de cabeça’ devido ao novo combustível da Fórmula 1 para 2022. Ao menos é o que revela Helmut Marko, consultor da equipe austríaca, em entrevista ao site alemão Auto Motor und Sport.

De acordo com o ex-piloto de F1, a escuderia, junto a Honda, ainda não teria conseguido resolver o problema da perda de potência causada pelo novo composto: “A Honda está trabalhando massivamente para se adaptar. O que eu ouvi foi positivo. O desempenho ainda não é o mesmo de 2021, mas você geralmente precisa esperar para ver como as coisas acontecem na pista”, revelou Marko.

Vale lembrar que a Honda deixou a F1 ao final da última temporada e, portanto, a produção dos motores da Red Bull será responsabilidade da própria escuderia em 2022. Entretanto, a montadora japonesa segue ajudando a antiga equipe com um papel de ‘consultora’, ao menos por enquanto.

O novo combustível da F1

A partir desta temporada, o combustível da Fórmula 1 será o E10. Trata-se de um composto que visa cumprir alguns parâmetros relacionados à sustentabilidade. Sendo assim, ele possui 10% de etanol, contra 90% de combustíveis fósseis. A tendência é que a categoria busque, cada vez mais, tornar esta fórmula mais sustentável.

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Enfim, o ‘problema’ para as equipes é que o biocombustível E10 reduz a potência dos carros. Já era previsto, aliás, uma perda de 20 cv de potência nos motores para a atual temporada. Um problema que cada escuderia precisará resolver à sua maneira.

E, se a Red Bull ainda não conseguiu encontrar uma solução, a Ferrari, no entanto, parece estar um passo à  frente. Isso porque segundo fontes italianas do site Motorsport, a escuderia entendeu rapidamente as diferenças do novo composto para o E5, utilizado até a temporada de 2021.

Dessa forma, a Ferrari já teria resolvido o problema de potência causado pelo novo E10 junto a Shell, sua parceira de combustíveis. De fato, em 2022, podemos ter uma F1 diferente, também, devido ao novo combustível.

Isso será melhor notado nos primeiros testes da temporada, que ocorrem entre 23 e 25 de fevereiro, na Catalunha. O primeiro GP está marcado para 20 de março, no Bahrein, após mais testes no próprio país, entre 12 e 14 de março.

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