O Cuiabá se pronunciou neste domingo (15) com uma nota oficial sobre a arbitragem na derrota diante do São Paulo por 2 a 1 no Morumbi em duelo válido pela 6ª rodada do Brasileirão.
Em um duro posicionamento institucional, o clube mato-grossense classificou como “inaceitável” o que aconteceu no Morumbi e disse que “não há justificativas” para a escalação de um árbitro “novato” para jogos do Brasileirão.
A nota oficial do clube considerou a arbitragem de Alexandre Tavares de Jesus como “esdrúxula” e também disse que estará no Rio de Janeiro nos próximos dias para realizar um protesto formal na CBF.
O Cuiabá reclama principalmente da expulsão do jogador Jonathan Cafú e do pênalti anotado a favor do São Paulo quando o jogo ainda estava com vitória parcial da equipe visitante.
Veja a nota oficial do Cuiabá
“O Cuiabá EC qualifica como inaceitável o que ocorreu hoje na arbitragem da partida contra o São Paulo FC, no Morumbi, pela Série A.
Não há justificativas para a escalação de um novato para a partida de hoje, alterando o rumo de escolher árbitros qualificados para as partidas do Brasileirão.
Não bastassem todas as dificuldades impostas pelos gigantes do futebol brasileiro, que insistem na fórmula de inflar seus ganhos às custas das equipes médias, temos que conviver com a escalação de um árbitro sem condições de apitar na elite do futebol brasileiro.
Alexandre Tavares de Jesus fez sua estreia de forma esdrúxula, marcou um pênalti inexistente contra nossa equipe, deu-se ao luxo de não consultar o VAR sabe-se-lá-por-que e ainda expulsou o atleta Jonathan Cafú depois de não ter marcado nem falta no mesmo lance.
O Cuiabá informa que fará protesto formal na CBF, embora saiba que este tipo de atitude dificilmente gere alguma consequência palpável.
A discussão da criação da Liga Brasileira de Clubes e o discurso de união precisam ter como fundamentos duas premissas: o fim da desigualdade financeira das receitas, hoje na proporção de oito para um, e a profissionalização da arbitragem. Fora disso, o futebol brasileiro seguirá cada vez mais distante do esporte praticado em outras partes do mundo.”

