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Por Liga, grupos terão reunião para discutir consenso sobre Brasileirão

Presidente do Fortaleza revela que clubes pretendem discutir na próxima semana consenso sobre questões ligadas à futura liga

Por Victor Martins em 15/07/2022 15:31 - Atualizado há 2 anos

Lucas Figueiredo/CBF

O futuro da possível liga a administrar o futebol brasileiro a partir de 2025 pode ter um caminho na segunda-feira (18). Uma reunião entre os dois grupos que tentam estruturar o Brasileirão deve acontecer para aparar arestas e procurar um consenso.

A Libra e a Liga Futebol Forte devem se reunir em São Paulo para discutir um acordo para que haja uma integração entre as partidas para a criação da entidade a gerir o Campeonato Brasileiro. Do lado da Libra, representantes de Santos, Red Bull Bragantino e Corinthians representarão o grupo enquanto a Futebol Forte também terá seus intermediários na discussão, estes ainda não definidos.

O presidente do Fortaleza, Marcelo Paz, deu entrevista ao blog de Paulo Vinícius Coelho (PVC), no GE, e afirmou que é necessário um entendimento entre as partes para que a liga possa surgir e os problemas tenham de ser resolvidos visando a organização das Séries A e B, pregando a ‘representatividade’ de seus membros.

“O ideal é chegar nos 40 clubes. Estamos mais perto disso do que nunca. Hoje, há dois blocos. Não há mais 15 pensando de um jeito e dez de outro, mais outro de 15. São só dois blocos. É preciso que haja conversa, diálogo. É os dois lados cederem para o bem do futebol brasileiro. Veja, a Liga Futebol Forte tem representatividade de 25 clubes, representamos 62,5% dos jogos pelo modelo do direito do mandante. Temos quatro regiões e onze estados. Queremos buscar mais justiça e meritocracia. Não podemos ter discursos modernos e práticas antigas”, declarou Marcelo Paz

O grande problemas entre os dois grupos reside na questão financeira. Libra e Futebol Forte tem discordâncias sobre a divisão das cotas de televisão para os times que disputarem o Brasileirão a partir de 2025. Para Paz, a reestruturação do futebol brasileiro passa não apenas por uma divisão que acredita ser mais justa do dinheiro mas também da visibilidade das equipes

“Na Europa, os clubes médios e pequenos tem vida. O Aston Villa contratou o Philippe Coutinho, o Nottingham Forest contratou o Gustavo Scarpa, o Betis levou o Luiz Henrique. o Gabriel Sara foi para o Norwich, que está na segunda divisão. A Atalanta contratou o Éderson, que foi jogador nosso, por R$ 96 milhões. Qual clube pode contratar jogador por R$ 96 milhões? Acho que só o Flamengo. E eles tem essa capacidade de investimento porque a divisão lá é mais igualitária. Para o futebol do Brasil crescer, nossas marcas tem que ser conhecidas”, afirmou o presidente do Fortaleza.

“Falou-se muito de 45% igualitário, mas não vamos nos ater a isso. A questão central é a diferença de ganhos entre o primeiro e o último em receitas. Na Inglaterra, a distância é de 1,6%, na Espanha o primeiro ganha 3,5% a mais que o último. No Brasil, na discussão como está e a atual, é sete vezes maior. Ou, para entenderem melhor, o primeiro colocado ganha 700% a mais que o último. Isto não pode ser perpetuado, porque neste caso o campeonato não será competitivo e não terá visibilidade no mundo”, completou.

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