Home Extracampo Empréstimo feito por presidente do Cruzeiro será investigado; veja valores

Empréstimo feito por presidente do Cruzeiro será investigado; veja valores

Em agosto de 2020, presidente do Cruzeiro assinou o contrato de empréstimo a ser investigado

Matheus Camargo
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), colaborador do Torcedores.com desde 2016. Radialista na Paiquerê 91,7.

Um empréstimo feito pelo presidente do Cruzeiro, Sérgio Santos Rodrigues, será investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais. São R$ 6 milhões que foram contraídos junto à GTS Intermediações e Negócios LTDA. O negócio foi assinado em “Instrumento Particular de Mútuo” entre o presidente do clube e Gleidson Tadeu Soares, sócio da empresa, em agosto de 2020. O dinheiro caiu numa contas do banco Santander, em nome do Cruzeiro, na semana seguinte. O pacto era que o clube quitaria a dívida em 30 dias, porém, não houve cumprimento e o valor foi pago somente em fevereiro, segundo publicou o jornal O Tempo.

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Não houve cobrança das taxas e juros no acordo entre ambos. O que se estima atualmente é que a dívida seja de R$ 3 milhões, e tem Sérgio Santos Rodrigues como fiador. O caso se tornou de polícia após outro sócio da GTS, Fernando Nogueira da Gama, sentir-se lesado.

Foi ele quem apresentou um colega ao outro sócio que assino cu com o presidente do Cruzeiro e viabilizou a operação, em que era necessária a criaçao da empresa, que atuaria como intermediária para agenciar profissionais do mundo do esporte. A firma da empresa foi aberta no mesmo mês do empréstimo, 17 dias antes, segundo O Tempo.

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Empresa lucraria alto valor caso pagamento tivesse sido repassado

Se a dívida tivesse sigo paga em dia, o lucro seria de aproximadamente R$ 310 mil mensais à GTS, segundo o IGP-M, com remuneração adicional de 0,8%. O valor dos R$ 6 milhões emprestados ao Cruzeiro saiu de uma conta de Fernando. Por fim, acabaram restituídos cerca de R$ 5 milhões, e o restante teria sido apropriado por outros sócios da empresa, segundo a denúncia feita à Polícia Civil.

Restariam também os R$ 3 milhões dos juros não pagos pelo Cruzeiro. A investigação está centralizada na 1ª delegacia do DEIF (Delegacia Especializada em Investigação de Fraudes), onde estão todas as investigações ligadas à corrupção no Cruzeiro desde 2019.

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