Descontente com os resultados de 2022, sobretudo no segundo semestre, a diretoria do Atlético entende ser necessário algumas intervenções no plantel para a próxima temporada. Engana-se, porém, que mudanças drásticas serão realizadas. Pelo contrário, uma grande base provavelmente será mantida.
A princípio, o Atlético vai manter seus principais jogadores, negociará alguns e reforçará setores que classifica como carentes. Segundo informações de Thiago Fernandes, o Galo já definiu quais posições irá “atacar” no mercado de transferências.
“O Galo quer dois laterais: um direito e outro esquerdo. Ao menos um zagueiro, pode ser que sejam dois, e mais um atacante, além do Paulinho”, afirmou Thiago.
Para a defesa, possivelmente para ocupar a saída de Junior Alonso. O paraguaio está emprestado pelo Krasnodar, da Rússia, até dezembro. Segundo Rodrigo Caetano, há o interesse do Galo em manter o zagueiro, mas é uma tarefa complicada.
“O Júnior eu venho falando com o representante dele, porque não é uma situação simples. Ele voltou depois de realizarmos uma venda, e aí ele voltou sob empréstimo. Querer ficar com o Júnior é óbvio. Conhece o clube, a torcida gosta muito dele. Estou falando com o próprio Júnior e com o agente dele, para ver se temos alguma chance de ampliar o vínculo dele por, no mínimo, seis meses”, diz Caetano.
A segunda passagem de Alonso, pelo Atlético, não foi das melhores. Durante o ano, o zagueiro foi um dos mais criticados pela torcida. Resultado disso é que nos últimos jogos terminou na reserva.
Caetano aborda reforços no Atlético
Assunto que gera sempre expectativa no torcedor, Caetano tratou logo de frear qualquer ilusão. Como já dito anteriormente, ressaltou a falta de recursos do Atlético-MG para investir em contratações de peso.
“O clube não tem dinheiro em caixa, ninguém tem. As negociações não são tão simples, você não vê tanto impacto. (…) Se entendermos que temos atletas disponíveis de bons níveis para ingressar no nosso elenco, assim o faremos. Talvez, nem sempre vamos atender esse perfil, mas se puder fazer com o menor custo e o jogador ainda jovem, aí é o ideal.”
“São raros os clubes que têm capacidade de investimento. Dois ou três. O que a gente vive não é o que a grande maioria vive. A diferença é que nós temos um elenco de muito bom nível, que ganhou cinco de nove competições em dois anos. Não temos que depreciar o que temos de bom. Certamente há outras equipes muito mais preocupadas com remontagem”, concluiu Caetano.

