Sincero em seus discursos à frente do Palmeiras, Abel Ferreira não teve receio de cobrar os dirigentes após o duelo com o São Paulo. Na visão do português, os cartolas costumam aceitar, sem protestar fortemente, decisões relacionadas ao clube, algo que vai além de possíveis erros de arbitragem. Dessa forma, o treinador se mostrou irritado por um pedido antes da Supercopa do Brasil ter sido ignorado.
“Nosso clube tem uma coisa que não sei se é boa ou má: sempre que reclama é por e-mail, é tudo por e-mail, nunca em público. Não pode ser. Basta. Treinador treina, jogador joga, e a diretoria tem que fazer seu papel que é se posicionar. E dirigir é posicionar-se. Passaram-se algumas coisas no jogo e acredito que nossa vai se posicionar sobre o que aconteceu no jogo. Não pode ser só e-mail.”, disse.
“Pedimos que este jogo e o próximo tivessem um intervalo de três dias. E dava. Qual foi a resposta? ‘Não, porque o horário nobre é domingo às 16h’. Se o horário nobre é esse, por que a Supercopa não será disputada nesse horário?”, completou.
Após a disputa da Supercopa do Brasil ser alterada para 29 de janeiro (domingo), a CBF voltou atrás e remarcou a decisão para o dia anterior. Diante disso, Palmeiras e Flamengo, no sábado (28), vão duelar às 16h no Mané Garrincha.
Abel corneta diretoria do Palmeiras
— INFOS Palestra ⓟ 🐷💚 🇮🇹 (@Infos_palestra) January 22, 2023
"É tudo por email. Não pode ser. Não pode ser só mandar email, email, email." pic.twitter.com/H0ZV4XtS7D
Durante a coletiva, Abel Ferreira também ressaltou que não vetou medalhões no Palmeiras. Neste cenário, a única exigência no processo de avaliação é que os nomes escolhidos estejam prontos para defender a camisa do Verdão.
“Não quero que cometemos erros que já cometemos. Quero jogador pronto, que venha pra jogar. Não quero mais jogador pra preparar. Não tenho problemas com medalhão, quero jogador bom.”, destacou.

