Em entrevista ao programa No Mundo da Bola, Rodolfo Landim comentou sobre a possibilidade do Flamengo adotar o modelo SAF. Apesar do cenário envolvendo um amplo investimento no futebol, o presidente destacou que, em sua gestão, a transformação tem poucas chances de ocorrer. Isso porque os sócios do clube não enxergam com bons olhos o cenário de um acionista majoritário tomar as principais decisões nos bastidores.
Por conta disso, o Flamengo seguirá, durante a gestão de Landim, sem cogitar a possibilidade de virar SAF. Ainda que o momento seja de tranquilidade financeira, o mandatário máximo apontou que todo o planejamento pode virar uma grande dor de cabeça caso escolhas erradas sejam feitas.
“Eu entendo que a percepção majoritária entre os sócios do Flamengo é que esse modelo de SAF, que se tem um sócio controlador, e os sócios do clube ficam com sem voz na gestão, não cabe no Flamengo. Eu não vejo como um problema ter um investidor. Você pode deixar que tenham investidores, que coloquem recursos, mas tem que se estabelecer regras de governança porque podem ajudar em longo prazo (…) Temos o BRB, que é um parceiro e que estamos montando um banco juntos. A caneta do presidente é que manda. Qualquer presidente pode botar tudo a perder em um mês. Depende de quem está sentado. O presidente tem uma liberdade enorme de tomar decisões”, relatou à TV Brasil.
No planejamento para 2023, como nos anos anteriores, o Flamengo prevê chegar ao menos nas semifinais das Copas (Libertadores e Copa do Brasil) e em 2º lugar no Brasileirão.
— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) December 15, 2022
O orçamento é de R$ 1 bilhão, sem contar com premiações de possíveis títulos.
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📸 Paula Reis pic.twitter.com/YkB3HW5UHR
Na sequência, Rodolfo Landim apontou que o modelo aplicado pelo Bayern de Munique pode ser viável no Flamengo. Como o clube alemão é controlado com auxílio de parceiros, a mesma prática iria ajudar na possível construção do estádio do time carioca.
“O Bayern de Munique é um exemplo em que os detentores do clube mantém o controle do capital. Existem alguns parceiros estratégicos , como a Adidas, e existe capital pulverizado. Os investimentos são respeitados e existe disciplina de capital dentro do clube. Esse é um modelo possível porque o capital pode ajudar no projeto do próprio estádio“, destacou.

