PVC vê pouco impacto em saída no Palmeiras.
Após discutir a postura de Abel Ferreira na Supercopa do Brasil, Milly Lacombe voltou a falar sobre sua opinião. Alertando sobre a conduta perigosa, a jornalista alertou sobre o risco “com o comportamento espelhado de quem está em casa, e dos riscos que isso pode acarretar”. Sendo assim, a violência contra as mulheres foi mencionada na coluna publicada no UOL Esporte.
Mediante a repercussão do assunto, Milly se posicionou e defendeu o ponto de vista. Ainda que tenha cogitado um exagero em envolver a violência cometida por homens contra o gênero feminino, a comunicadora, que negou qualquer intenção de prejudicar a imagem do treinador, defendeu o direito do comportamento de Abel Ferreira ser debatido.
“Quando o Abel está na beira do campo e chuta um microfone, têm crianças e homens vendo seu grande ídolo (…) Se ele dá um bico no microfone, temos que falar sobre isso. O grande debate é sobre o que isso significa. Tem gente que está vendo que vai tentar imitar. Seu ídolo te inspira para coisas boas e coisas nem tão boas. Sem histeria. Ninguém é só genial. Ele fica enlouquecido. Na hora que dá uma bica no microfone, sai do maravilhoso para o perigoso.”, disse no programa Fim de Papo.
“Eu fiz essa associação e muita gente disse que estava sendo exagerada. Pode até que eu esteja, mas se eu não estiver? E se a gente falar de uma associação de uma violência simbólica que vai dar ruim aqui ou ali. O Abel é isso, ele transformou nosso futebol para sempre”, completou.
É inaceitável que um treinador de insuspeita integridade seja associado a qualquer forma de violência, quanto mais a uma pessoa condenada por homicídio. O clube e o técnico tomarão as medidas judiciais cabíveis.
— SE Palmeiras (@Palmeiras) January 30, 2023
Destacando o papel social do futebol, Milly mencionou que a importância de Abel Ferreira ultrapassou o limite das quatro linhas. Ressaltando que sua associação pode ter sido exagerada, a jornalista justificou que o temperamento do português pode acabar “contagiando” outras pessoas.
“Futebol também é responsabilidade social. A violência com um microfone é uma coisinha de nada. Todo mundo que já jogou society sabe que essa reação é do futebol. A gente precisa ter o direito de tentar debater, nem que seja para dizer que minha associação tenha ido longe demais. A violência contra a mulher é uma epidemia. Duas ou três mulheres foram estupradas enquanto a gente está falando aqui. Quando o cara é ídolo, não temos como medir o alcance. Talvez eu tenha feito uma associação exagerada. Será? Eu não sei. É o que o Abel representa. Ele representa muita coisa.”, opinou.

