Home Mídia Esportiva e bastidores Galvão Bueno “sentiu” episódio na Globo e precisou buscar exílio, diz diretor de documentário

Galvão Bueno “sentiu” episódio na Globo e precisou buscar exílio, diz diretor de documentário

Narrador lidou com fortes críticas, mas soube contornar situação bastante desconfortável em seu trabalho na emissora

Bruno Romão
Bruno Romão atua como redator do Torcedores.com na cobertura esportiva desde 2016. Com enfoque em futebol brasileiro, futebol internacional e mídia esportiva, acumula experiência em eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas. Possui diploma de bacharelado em Jornalismo pela Universidade Estadual da Paraíba.

Como o documentário “Galvão: Olha O Que Ele Fez” revisitou toda a carreira do locutor, uma das situações mais desconfortáveis na Globo esteve presente na obra. Em 2010, o comunicador lidou com uma campanha nas redes sociais para que ele “calasse a boca”, algo que pegou o profissional de surpresa. Dessa forma, Sidney Garambone e Gustavo Gomes, diretores da produção, revelaram, ao Charla Podcast, a reação do narrador com o episódio.

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“É o ápice do desconforto dele com uma impopularidade crescente”, disse Garambone.

Cara, ele sentiu, é um efeito que ficou gigante. Galvão Bueno narrou demais, falando tanto tempo na televisão você se entrega e fala mais do que deveria muitas vezes. Veio essa rejeição que o Uchôa diz que ele precisou dar uma refrescada.”, contou Gomes.

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Por conta da forte rejeição, Galvão Bueno buscou se afastar das críticas. Sendo assim, a passagem pelo Principado de Mônaco serviu para que ele ficasse longe da situação e não ficasse pensando nas mensagens que virou alvo durante o Mundial da África do Sul.

Apesar do desconforto, Galvão Bueno teve jogo de cintura para lidar com a campanha. Isso porque ele decidiu fazer piada com o assunto e mencionou até mesmo o apelido que ganhou de Ayrton Senna, algo que ajudou para que a polêmica não afetasse seu trabalho na Globo.

“Quando o Galvão Bueno vai para Mônaco, claro que é uma opção de vida, mas é uma espécie de exílio para poder se afastar de um movimento crescente. Quando as redes sociais começam a ter um peso a ponto de impactar uma pessoa. Era #CalaBocaGalvao”, afirmou Garambone.

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“Ao mesmo tempo que ele percebe que está sentindo o cheiro de gol e o gol sai, ele tem essa antena de que era melhor falar mesmo. Estavam mandando calar a boca, tem o passarinho… (Galvão Bueno) falou: ‘Tiago Leifert, sabe qual apelido que eu tenho? Papagaio, quem me deu foi o Ayrton Senna, que deve estar rindo lá em cima’. Ele descontrói”, completou.

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