Como o documentário “Galvão: Olha O Que Ele Fez” revisitou toda a carreira do locutor, uma das situações mais desconfortáveis na Globo esteve presente na obra. Em 2010, o comunicador lidou com uma campanha nas redes sociais para que ele “calasse a boca”, algo que pegou o profissional de surpresa. Dessa forma, Sidney Garambone e Gustavo Gomes, diretores da produção, revelaram, ao Charla Podcast, a reação do narrador com o episódio.
“É o ápice do desconforto dele com uma impopularidade crescente”, disse Garambone.
“Cara, ele sentiu, é um efeito que ficou gigante. Galvão Bueno narrou demais, falando tanto tempo na televisão você se entrega e fala mais do que deveria muitas vezes. Veio essa rejeição que o Uchôa diz que ele precisou dar uma refrescada.”, contou Gomes.
Por conta da forte rejeição, Galvão Bueno buscou se afastar das críticas. Sendo assim, a passagem pelo Principado de Mônaco serviu para que ele ficasse longe da situação e não ficasse pensando nas mensagens que virou alvo durante o Mundial da África do Sul.
Apesar do desconforto, Galvão Bueno teve jogo de cintura para lidar com a campanha. Isso porque ele decidiu fazer piada com o assunto e mencionou até mesmo o apelido que ganhou de Ayrton Senna, algo que ajudou para que a polêmica não afetasse seu trabalho na Globo.
“Quando o Galvão Bueno vai para Mônaco, claro que é uma opção de vida, mas é uma espécie de exílio para poder se afastar de um movimento crescente. Quando as redes sociais começam a ter um peso a ponto de impactar uma pessoa. Era #CalaBocaGalvao”, afirmou Garambone.
“Ao mesmo tempo que ele percebe que está sentindo o cheiro de gol e o gol sai, ele tem essa antena de que era melhor falar mesmo. Estavam mandando calar a boca, tem o passarinho… (Galvão Bueno) falou: ‘Tiago Leifert, sabe qual apelido que eu tenho? Papagaio, quem me deu foi o Ayrton Senna, que deve estar rindo lá em cima’. Ele descontrói”, completou.

