Tendo sido destaque na última edição do Sul-Americano Fut-7 defendendo as cores da seleção brasileira na categoria, Pedro Henrique tem passaporte confirmado para integrar a delegação que irá viajar até Bogotá na busca pelo título da Copa América de Fut-7.
Natural de Cupira, no Agreste Pernambucano, o atleta bateu um papo com o Torcedores.com, projetando a disputa que se inicia na próxima semana na capital colombiana.
“Na primeira vez que fui convocado consegui corresponder muito bem, sendo o artilheiro da competição e o melhor jogador da final. Então, as expectativas desta vez não poderiam ser diferentes, são as melhores. Sei que agora iremos pegar um grupo muito mais forte, serão jogos ‘cascudos’, como a gente sabe que os nossos rivais sul-americanos são complicados, mas estou bem confiante em desenvolver um bom futebol”, pontuou o atacante, que se vê mais experiente neste novo desafio com a camisa do escrete nacional na categoria.
“Na minha estreia, senti muito o clima mais frio nos primeiros dias, a diferença de bola, que é mais pesada. Também tem a questão da alimentação que é diferente do nosso feijão com arroz, mas o futebol é isso. A gente tem que se adaptar às ocasiões, a situação do momento, e rapidamente. Porque perder um ponto faz muita diferença”, destacou Pedro Henrique.
A seleção brasileira ficou alocada no Grupo B da Copa América, dividindo a chave com Argentina, México, Equador e Peru. Os anfitriões, por sua vez, terão pela frente Panamá, Chile, Guatemala e Costa Rica. A estreia do escrete nacional ocorre na próxima quinta-feira (18), diante dos peruanos.
Para Pedro Henrique, a popularização da modalidade tem impactado em uma concorrência cada vez mais notória nas competições, cenário que aponta “vida dura” para o Brasil em Bogotá, com mais favoritos.
“Colômbia, por ser o país sede, a Argentina, devido ao clássico e toda a rivalidade, o Chile também vem muito forte e tem muita tradição no Fut-7, lá toda praça praticamente tem campo. É muito equilibrado. A modalidade tem crescido, e a qualidade dos jogadores só aumenta”, disse o jogador.
Pedro Henrique e a “veia” do futebol
Futebol e a prática esportiva como um todo sempre estiveram intrínsecas na vida do atleta, afinal o jovem é neto de Paulinho, ex-jogador do Santa Cruz, que marcou época pelo time Coral entre as décadas de 1970 e 1980. Seguindo os passos do avô, Pedro Henrique também já atuou futebol profissional defendendo as cores do Porto de Caruaru, e do Vitória (BA), mas acabou se firmando no Fut-7.
Questionado sobre a relação com o avô e da participação do ex-jogador do Santa em sua formação, ele não escondeu a admiração pelo ídolo familiar.
“A palavra é inspiração. Foi ele que me levou aos três anos para dar os primeiros passos na escolinha que ele tinha na cidade. Onde eu chego e falo o nome Paulinho todo mundo sabe quem é. Pra mim é motivo de muita inspiração, é uma pessoa que cobra muito de mim. Isso é bom. Pra mim ele é referência diária. Sinceramente, queria ter nascido um pouco antes para ter acompanhado ele jogando. Porque pelo que falam, o homem era uma máquina”, destacou PH.
O atacante também não deixou de enfatizar o apoio recebido por outros familiares, e revelou que a participação na Copa América Fut-7 terá como homenageado o seu tio-avô, Robison, ex-goleiro do Porto de Caruaru. Um dos mentores do jovem, o ex-jogador faleceu no último mês, aos 61 anos.
“Vou para essa viagem com ele em mente, sempre foi um grande incentivador meu, me levou ao Porto em uma peneira, onde fui selecionado entre 60 atletas. Ele também foi um divisor de águas porque me apresentou para o futebol, me levou para um clube profissional, onde fiz minha base. Já coloquei em minha cabeça, que nessa viagem eu vou levar ele comigo”, conta Pedro Henrique.

