Detido desde janeiro, Daniel Alves lamentou que os pedidos de liberdade condicional não tenham sido aceitos. Por conta disso, ele assegurou que não iria optar por uma fuga caso a solicitação fosse aceita, algo que fez Robinho ser mencionado. Condenado por estupro na Itália, o atacante se encontra no Brasil e jamais cumpriu a pena de nove anos.
“Sempre vou mostrar a cara e não fugir. Por isso não entendo porque não tenho liberdade provisória por risco de fuga. Vou sempre com a cabeça bem erguida, não pretendo fugir das minhas responsabilidades”, enfatizou Daniel Alves em entrevista para a jornalista Mayka Navarro, do La Vanguardia.
“Não sou o Robinho, sou o Daniel Alves. Saí de casa com 14 anos e desde então busco minha vida e resolvo todos os problemas sozinho. Se eu tivesse a intenção de fugir teria me apresentado na Espanha? Ou teria viajado do México para o Brasil, onde a extradição é quase impossível?”, completou.
Daniel Alves mantém consciência tranquila
Negando que tenha cometido o crime de violência sexual na boate Sutton, Daniel Alves manteve o discurso que teve uma relação consentida com a jovem de 23 anos. Sendo assim, ele ainda assegurou que não agrediu a vítima, algo que faz parte dos ensinamentos repassados por seus familiares.
“Não houve uma única noite em que eu não dormisse em paz. Nem uma única noite. Estou com a consciência tranquila. Eu nunca machuquei ninguém intencionalmente, e nem ela naquela noite.”
“Só ela e eu sabemos o que aconteceu e não aconteceu naquele banheiro, aqueles 20 minutos. Mais ninguém… nunca coloquei a mão nela, quase não toquei nela e o que aconteceu foi consentido e voluntário. Em casa, meus pais me ensinaram alguns princípios e valores que me guiaram em minha vida. E entre esses valores está nunca agir com violência”, destacou o lateral.

