Acostumado a emitir discursos impactantes, Neto não deixa de se posicionar em assuntos importantes. Em desabafo na Rádio Bandeirantes, o ex-jogador cobrou a falta de repercussão na imprensa sobre o caso de racismo envolvendo Wellington, do Avaí, que encontrou uma banana na porta da casa da família. Sendo assim, o ídolo do Corinthians apontou que ocaso em questão não possui nenhuma diferença ao preconceito envolvendo Vinícius Júnior na Espanha.
Neste contexto, ao mencionar Neymar e Robinho em seu discurso, Neto descartou qualquer tipo de medo em se manifestar. Processado por Jorge Sampaoli depois de apontar que o técnico do Flamengo teve um comportamento racista no Santos, ele assegurou que as cobranças judiciais não vão afetar sua postura.
“Às vezes, a repercussão do racismo é de acordo com o tamanho do cara. Se fosse com o Neymar, que nunca disse que é negro e nunca brigou por isso… qual a diferença do racismo do Vinícius Júnior para qualquer pessoa? Por que não se fala mais disso? Por que não se fala mais em casa de aposta. O Bauermann foi negociado com o futebol turco, ele nunca mais poderia jogar futebol. O Robinho é estuprador e vive jogando futevôlei. Quando é de um clube menor e de um jogador que é volante, a visão da imprensa que quer likes é menor, né? Eu que fui racista, homofóbico e preconceituoso, eu não sou mais (…) Eu atinjo muita gente e assim que é a banda, quem não quer liga em outra rádio. Eu vou continuar falando de racismo, homofobia… porque a gente precisa mudar. Enquanto eu tiver força, não dá para discutir comigo, até porque eu já tenho tanto processo… eu não tenho medo de chamar o cara de racista. Se ele ganhar o processo, vamos ver”, disse.
Neto promete falar tudo na Band
Ainda que seja bastante polêmico no horário da tarde, Neto projetou uma conduta mais “ácida” em seu novo programa na Band. Como o Apito Final será veiculado em uma faixa noturna, das 22h às 0h, o apresentador cravou que não vai ter papas na língua durante a atração.
“Eu já cheguei bêbado em treino. Eu não deixo de falar aquilo que eu fiz, mas nem tudo. Eu tenho filho pequeno, têm crianças escutando, mães escutando… tem horário. Mas no horário do ‘Apito Final’, das 22 às 0h, eu vou falar tudo!”, disparou.

