Antes de desembarcar no Oriente Médio para assumir o Al Hilal, Jorge Jesus falou com jornalistas sobre o novo desafio da carreira. Cotado para dirigir a seleção saudita, o português admitiu que esteve perto de um acordo, mas o “sim” nunca foi concedido nos bastidores. Dessa forma, ele decidiu retornar ao clube que já esteve à frente por considerar que o trabalho ficou inacabado. Apesar do acerto, ele optou por assinar um contrato de apenas uma temporada, algo que pode dar brecha para um retorno ao Brasil.
“Estou focado no Al Hilal. Assinei por um ano, como faço sempre. Vamos ver (sobre voltar ao Brasil). Tinha praticamente tudo apalavrado, mas nunca assinei nada com a seleção da Arábia Saudita quando apareceu esta hipótese do Al Hilal. Eu já trabalhei no Al Hilal e foi um trabalho que ficou incompleto. (…) Pensei que deveria recomeçar um projeto que não tinha acabado”, disse Jorge Jesus no aeroporto de Lisboa.
“Disse ao presidente da federação e ao do Al Hilal que, se eles se entendessem, eu ia para o Al Hilal, clube com o qual tinha um compromisso moral, caso contrário ia para a seleção. O ministro (do Esporte) deixou escolher e optei pelo Al Hilal”, completou.
“The story has endless chapters”.. #AlHilal 💙
— AlHilal Saudi Club (@Alhilal_EN) July 1, 2023
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Exaltando o desempenho dos compatriotas, Jorge Jesus destacou o ótimo trabalho dos portugueses na América do Sul. Diante disso, mesmo que tenha trabalhado na Europa, o ex-comandante do Flamengo acredita que o Brasileirão é o campeonato mais qualificado do mundo por aspectos envolvendo a qualidade dos jogadores, dificuldades ao longo da temporada e emoção na disputa por pontos corridos.
Multicampeão pelo Flamengo, Jorge Jesus deixou o clube carioca após renovar seu contrato. Posteriormente, seu nome voltou a ser especulado, cenário que não foi suficiente para concretizar o retorno esperado por parte da torcida.
“Só um treinador pode ganhar (o Campeonato Saudita), mas isso é uma demonstração no mundo da qualidade do treinador português. Andam-nos todos a copiar há alguns anos. Deu a possibilidade de os treinadores portugueses serem requisitados. Não só Arábia, mas no Brasil também. Para mim, o melhor campeonato do mundo é o Brasileiro. Tem mais qualidade de jogadores, é emotivo, é o mais difícil”, contou.

