Home Futebol Ricardo Oliveira diz que gostava de provocar o Palmeiras: “Futebol não permite mais isso” 

Ricardo Oliveira diz que gostava de provocar o Palmeiras: “Futebol não permite mais isso” 

Atacante também relatou encontros com Fernando Prass após treta envolvendo o time alviverde

Bruno Romão
Bruno Romão atua como redator do Torcedores.com na cobertura esportiva desde 2016. Com enfoque em futebol brasileiro, futebol internacional e mídia esportiva, acumula experiência em eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas. Possui diploma de bacharelado em Jornalismo pela Universidade Estadual da Paraíba.

Dono de uma passagem importante pelo Santos, Ricardo Oliveira alimentou a rivalidade do Peixe com o Palmeiras. Relembrando o clima que tomou conta do clássico, o ex-atacante lamentou que o futebol atual esteja impedindo que provocações sadias ocorram dentro de campo, tendo em vista a ordem de advertir os jogadores que acabam passando dos limites estabelecidos.

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Após o título do Palmeiras sobre o Santos, na Copa do Brasil de 2015, Ricardo Oliveira teve que aguentar as zoações do Verdão. Apesar disso, ele não se arrepende da postura, já que teve um comportamento intenso e desfrutou do clássico.

Eu fazia muito gol contra o Palmeiras, está claro. Eu fazia gols bonitos e tinha um pouquinho dessa perspicácia provocativa, eu gostava. Nessa época tornou-se a maior rivalidade de São Paulo (o clássico) Santos e Palmeiras, porque ambos chegavam na frente, estavam sempre disputando. E os jogos eram muito quentes, né?“, disse ao Abre Aspas, do GE.

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“Isso foi bem interessante, foi bem legal e está tudo certo, faz parte do futebol. Pelo menos fazia nessa época, podia se provocar, incitava um pouquinho. Pô, a gente tem que ganhar desses caras… Foi crescendo a rivalidade. Eu provocava de lá, eles provocavam também, tudo dentro do que o futebol permite. Hoje o futebol não permite mais isso, hoje já não pode mais, você faz uma coisinha e está faltando com respeito. Hoje, até comemorar gol já não é mais igual como era naquela época. Faz o gol “não, não, não, espera aí, juiz, VAR, está tudo certo? Mas, como sempre falei: sou fruto do futebol, sou filho desse esporte tão apaixonante e aceitei as provocações, provoquei, vivi intensamente. Não me arrependo de nada e está tudo certo.“, completou.

Mesmo com fortes atritos, Ricardo Oliveira deixou claro que não teve problemas com os atletas do Palmeiras fora dos gramados. Sendo assim, no momento em que encontrou Fernando Prass, ambos sempre tiveram uma postura cordial.

“Encontrei quase todos (jogadores do Palmeiras) depois, zero problema. O Rafael, então, nem se fala. De abraçar, bater papo, está tudo certo. O Zé Roberto é um amigão… A gente mora no mesmo bairro e se encontrava direto. Tem uma história que eu cheguei no banco, e aí o gerente estava me atendendo e ele mudou assim, olhou para trás e ficou meio sem graça. Eu falei: o que que foi? Ele falou: ‘O Fernando Prass está aí.’ Eu disse: ‘O que foi? Você está pensando que a gente vai se pegar aqui dentro?’. Foi engraçado. Foi uma mistura de sentimentos, o gerente era palmeirense, eu vi uma mistura de sentimentos ali, ele lembrou também de como a gente se pegava. Mas a gente (Ricardo e Prass) se encontrava e se cumprimentou sempre.”, relatou.

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