Mesmo evitando inúmeras injustiças no futebol, o VAR ainda não é visto totalmente com bons olhos por Arnaldo Cezar Coelho. Em entrevista ao podcast “Fala, Galvão”, o antigo comentarista da Globo demonstrou insatisfação pela participação constante da ferramenta nos jogos, motivo pelo qual Anderson Daronco foi mencionado.
Antes do VAR, Arnaldo Cezar Coelho apontou que o árbitro, que costuma apitar partidas de peso, tinha autoridade e convicção nas escolhas. Porém, a postura mudou, algo refletido através do comportamento de sempre colocar a mão no ouvido para ouvir os profissionais que estão acompanhando os lances na cabine.
“Dá (para melhorar o VAR) se ele tiver menos participação, se for mais rápido, se valorizarem a atitude do árbitro e ele apitar com personalidade. O Daronco era muito bom árbitro quando apitava sozinho. Um dia criaram o VAR e ele começa a apitar assim (com a mão no ouvido). Eu fui e escrevi uma notinha no Twitter: se ele acabar assim, vai acabar a carreira dele. Ele tem que apitar sozinho, tem que ter autoridade!”, disse.
“Futebol tá parando muito. Jogador que cai com câimbra é atendido no meio do campo. Antes, era só o goleiro que era atendido. (O VAR) demora, os jogadores estão mal acostumados.”, completou.
Além disso, Arnaldo Cezar Coelho cobrou uma definição clara envolvendo as jogadas de impedimento. Considerando que o número de pênaltis aumentou, ele também destacou a mudança de conduta dos atletas para induzir os árbitros ao erro.
“O que a gente vê de jogada que fica linha pra cá e linha pra lá, ninguém define se o ombro termina na manga da camisa… tem jogador que vai para a área e chuta na mão e o cara dá um bico. O VAR chama e dá pênalti. Atacante não chuta mais em gol, chuta na mão do zagueiro (…) Tem impedimento de três metros na frente, eles esperam. Mata o torcedor do coração.“, afirmou.

