Desbancando o Racing nos pênaltis, o Boca Juniors, mesmo aos trancos e barrancos, garantiu presença nas semifinais da Libertadores. Agora, o desafio será ainda maior, já que o Palmeiras é o adversário na briga por uma das vagas na decisão. Apesar da tradição do clube argentino, Renato Maurício Prado apontou que o time alviverde, em tese, é o favorito e deve seguir adiante na competição.
Em seu discurso, RMP destacou que o Boca Juniors não coloca mais tanto medo como no passado. Dessa forma, a tendência é que a qualidade técnica do Palmeiras, visto como uma equipe melhor, seja crucial nos dois jogos.
“Eu acho muito difícil que esse Boca consiga eliminar o Palmeiras. É um time que está há anos-luz daquelas equipes que assustavam os brasileiros. Esse time do Boca é muito mais fraco que os times históricos que a gente viu. Me parece bem inferior tecnicamente ao Palmeiras.”, disse em live do UOL Esporte.
Apesar da sinalização, RMP lembrou que o Boca Juniors, nos pênaltis, também conseguiu eliminar o Nacional. Além disso, houve um alerta para o Palmeiras ficar esperto com Cavani, mesmo que o uruguaio ainda não tenha deslanchado no time xeneize.
“O Boca não é mais aquele bicho papão. Empatou em 0 a 0 e passou nos pênaltis. O problema vai ser o Palmeiras fazer um gol no Boca porque o Boca, em pênaltis, é um especialista.”, afirmou.
“Tem o Cavani, vai que ele desencanta agora contra o Palmeiras. Tabu é difícil de ser quebrado.”, completou.
Caso o Boca Juniors seja eliminado, o Palmeiras vai se livrar de um tabu histórico. Anteriormente, no mata-mata da Libertadores, os argentinos levaram a melhor na final de 2000, semifinais de 2001 e 2018, motivo pelo qual o tabu se encontra “engasgado” nos torcedores do Verdão.

