Mauro Cezar defende repórter da Globo e detona “patrulheiros virtuais”: “Patéticos”
Jornalista trouxe relato sobre gramado sintético do Nilton Santos e se explicou nas redes sociais
Reprodução
Escalado para acompanhar os fatos de Vasco x Fluminense, Marcelo Courrege falou sobre a lesão sofrida por Jhon Arias. Trazendo a visão de David Braz, jogador com ampla experiência no futebol brasileiro, o repórter apontou o possível motivo envolvendo a prioridade do Botafogo em jogos noturnos, tendo em vista a irrigação do gramado.
“Ele fez uma comparação, é um jogador experiente, com outros gramados sintéticos do Brasil, Palmeiras e Athletico. Ele disse que no Nilton Santos o gramado tem menos impacto e absorve mais o impacto dos jogadores. É um gramado que seca mais rápido, por isso o Botafogo, na avaliação dele, tenta fazer os jogos à noite porque a irrigação dura mais tempo e trava menos o pé dos jogadores. Isso pode ter influenciado na lesão do Jhon Arias, na visão do David Braz.”, disse Courrege.
Como o relato causou revolta em torcedores do Botafogo, o jornalista da Globo apontou que não quis reprovar o gramado do Nilton Santos. Sendo assim, ele defendeu um debate pautado em argumentos sérios sobre a influência do campo sintético em lesões no futebol.
“Eu não dou opinião no ar. Sou repórter e reproduzo o que apuro. O David Braz, jogador experiente, conheço há anos, me deu uma opinião sobre o gramado do Nilton Santos e a lesão do Árias. Reproduzi. É opinião relevante. Amo os gramados sintéticos. Especialmente no Brasil, onde os gramados naturais sofrem em muitos lugares pelo clima, a grama mista ou artificial dá velocidade e qualidade ao jogo. É fácil de ver a diferença. Isso é o fator técnico. Do ponto de vista médico, há muitos estudos no mundo inteiro, em vários esportes (Aaron Rodgers, NFL, na última semana, por exemplo) a respeito da influência de grama sintética em lesões ligamentares. Ainda não há conclusão, mas a discussão deve existir”, afirmou.
Apoiando o trabalho de Courrege, Mauro Cezar emitiu apoio ao colega de profissão. Considerando que os internautas que promoveram os ataques são “malas”, o profissional da Jovem Pan aconselhou ignorar aqueles que buscam apenas disseminar mensagens de ódio.
“Repórter transmite uma opinião sobre gramados, dada por quem nele trabalha diariamente há décadas. Isso depois de um jogador se machucar sozinho. Patrulheiros virtuais tentam cancelar o jornalista por fazer seu trabalho. Ignorar essas malas é o que deve-se fazer. Patéticos.”, afirmou Mauro Cezar.
Repórter transmite uma opinião sobre gramados, dada por quem nele trabalha diariamente há décadas.
— Mauro Cezar (@maurocezar) September 16, 2023
Isso depois de um jogador se machucar sozinho.
Patrulheiros virtuais tentam cancelar o jornalista por fazer seu trabalho.
Igonorar essas malas é o que deve-se fazer.
Patéticos. https://t.co/T0JfbfSpkD

