Abel Ferreira admite que cometeu injustiça com jogador do Palmeiras: “Já disse na frente do grupo”
Técnico apontou equívoco envolvendo oportunidades no setor ofensivo do time alviverde
Cesar Greco - Palmeiras
Marcado na história do Palmeiras, Breno Lopes jamais se firmou como titular absoluto. Apesar disso, o camisa 19 jamais demonstrou insatisfação pela condição de reserva e provou que pode sonhar com o status. Ganhando uma chance diante do São Paulo, o herói da conquista da Libertadores 2020 brilhou na goleada por 5 a 0 com dois gols, algo que fez Abel Ferreira admitir uma injustiça no trabalho à frente do Verdão.
Na visão do treinador, Breno Lopes é o único jogador do elenco que pode reclamar de injustiça. Isso porque o atacante acabou ficando “esquecido” na equipe em alguns jogos, situação que foi vista como um erro e relatada nos bastidores do clube.
“O Breno, eu já disse várias vezes, talvez seja o jogador que eu fui mais injusto. Eu gostaria de falar o nome de uns jornalistas, mas não vou dar ‘tempo de antena’, que dizem que eu não gosto desse ou daquele jogador. Há um jogador do Palmeiras, e eu já disse na frente de todo o grupo, que eu fui mais injusto. É o Breno (…) Quando eu olho para minha consciência, passei o Kevin na frente dele.”, disse Abel, em coletiva.
“O Breno é o único que pode dizer que ‘o treinador comigo foi injusto’. O Breno é o único que pode dizer que ‘o treinador não teve os mesmos olhos comigo do que teve com outros’. É o único, eu sei disso. É por isso que eu meti, mas é tudo mérito dele.”, completou.
Além de Breno Lopes, Abel Ferreira destacou a situação de Luan no Palmeiras. Atuando ao lado de Murilo e Gómez, o zagueiro teve uma atuação consistente no clássico, motivo pelo qual o esquema com três defensores pode voltar a ser utilizado, de forma fixa, pelo português.
“Dar os parabéns para um jogador que muitas vezes foi mal amado, mas é peça-chave para esse sistema (três zagueiros). Infelizmente, quando as coisas não correm bem, os jogadores são massacrados. Depois saem daqui, vão para outros países e fazem grandes carreiras. É uma pressão maliciosa.“, apontou.

