Henry escondeu doença quando era jogador: “Sociedade não estava preparada”
Ídolo do futebol francês, Thierry Henry revelou em entrevista que conviveu com a depressão durante a carreira
Henry no comando do Monaco
O ex-jogador Thierry Henry, ídolo do Arsenal e campeão do mundo com a França em 1998, revelou em entrevista ao The Diary Of a CEO que conviveu com a depressão em sua carreira profissional.
“Durante toda a minha carreira devo ter estado em depressão. Eu sabia? Não. Fiz alguma coisa a respeito? Obviamente que não. Mas me adaptei de uma certa forma. Eu sabia disso, dos problemas de saúde, antes, mas estava mentindo para mim mesmo”, disse Henry.
“Estava me certificando de que esses sentimentos não fossem longe demais, coloquei a capa de herói. Mas quando você não é mais um jogador, você não pode colocar mais aquela capa. Fiquei mentindo por muito tempo porque a sociedade não estava preparada para ouvir o que eu tinha a dizer.”
Ex-atacante admitiu que fugiu dos problemas para não enfrentá-los
Ainda na entrevista, Thierry Henry disse que preferiu não enfrentar o que estava sentindo, por isso só agora fez a revelação sobre a depressão.
“Temos a tendência de correr em vez de enfrentar nossos problemas, é o que fazemos o tempo todo. Tentamos nos manter ocupados, tentamos evitar o problema ou não pensar nele.”
O ex-atacante de 46 anos foi revelado pelo Monaco em 1994 e logo se firmou como titular da equipe, onde ficou até 1998, quando foi convocado para a Copa do Mundo e foi campeão pela França, tendo marcado três gols em seis jogos. Foi para a Juventus, onde não se firmou, e em 1999 assinou com o Arsenal.
No clube inglês, ele se tornou ídolo histórico, sendo para muitos o maior jogador da história dos Gunners. Foram 228 gols em 377 partidas, saindo da equipe em 2007 para defender o Barcelona. Foram três temporadas no clube espanhol, onde foi campeão da Champions League. Saiu em 2010 para defender o New York Red Bulls, dos Estados Unidos, teve rápida passagem pelo Arsenal por empréstimo em 2012, mas retornou ao clube norte-americano e aposentou em 2014.

