Home Futebol Jorginho admite “curiosidade” em atuar no Brasil, mas critica excesso de pressão

Jorginho admite “curiosidade” em atuar no Brasil, mas critica excesso de pressão

Brasileiro naturalizado italiano, o volante do Arsenal abriu o jogo sobre a possibilidade de atuar no país no futuro

Matheus Camargo
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), colaborador do Torcedores.com desde 2016. Radialista na Paiquerê 91,7.
Jorginho, Arsenal

Jorginho está no Arsenal desde o ano passado (Divulgação / Arsenal)

O volante Jorginho, do Arsenal, que nunca atuou no Brasil, admitiu que tem “curiosidade” sobre jogar no país, mas disse que acompanha episódios de violência e criticou a pressão sobre atletas no futebol brasileiro.

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Em entrevista concedida ao Desimpedidos, Jorginho disse que os jogadores no país estão “acostumados há tanto tempo sem poder ter uma vida”. O ítalo-brasileiro deixou claro que a vida privada dos jogadores deve ser levada em consideração.

“Tenho curiosidade de jogar lá. Mas tem esses episódios que a gente acompanha, que os caras não têm sossego, acostumados há tanto tempo sem poder ter uma vida. Querendo ou não, o futebol é nossa vida, mas tem nossa vida privada. Saber diferenciar as coisas é importante”, deixou claro Jorginho sobre a possibilidade.

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“Eu acho que a pressão é muito grande no Brasil. É normal ter pressão, mas tem que saber diferenciar você cobrar e o atleta não poder sair na rua com a família. Então, isso pegou um pouco sobre voltar para o Brasil.”

Jorginho nunca jogou no Brasil

O volante de 32 anos começou no futebol já na Itália, na base do Hellas Verona, de onde saiu por empréstimo ao modesto Sambonifacese, em 2010, e estreou como profissional. Após um ano, retornou ao Hellas Verona em 2011 e ganhou espaço, se destacando. Foram dois anos e meio no clube, sendo negociado com o Napoli por 9 milhões de euros.

Brilhou no clube, que defendeu por quatro anos e meio, e no fim de sua passagem pelo clube conseguiu sua cidadania para defender a seleção italiana. Em 2018, o Chelsea pagou 57 milhões de euros para tirá-lo do Napoli e fez do volante um dos melhores jogadores do mundo, especialmente na temporada 2020/21. Foi campeão da Champions League pelos Blues como um dos principais jogadores da conquista, mas perdeu espaço e em 2023 foi negociado com o rival Arsenal. São quase 50 jogos pelo clube de Londres até o momento.