Home Futebol Ex-Palmeiras, Marcinho aponta diferença entre técnicos brasileiros e portugueses

Ex-Palmeiras, Marcinho aponta diferença entre técnicos brasileiros e portugueses

Treinador deixou o Ituano recentemente; como jogador, teve uma boa passagem pelo Verdão no início do século

André Salem
Jornalista desde 2016, redator do Torcedores.com desde 2022. Apaixonado pelo futebol brasileiro, escrevo principalmente sobre o Brasileirão Série A.
Marcinho

Marcinho comandando o Ituano (Miguel Schincariol/Ituano)

O Palmeiras de 2001 a 2014 viveu diversos momentos ruins, com dois rebaixamentos e poucas alegrias para os torcedores. Neste período, o Verdão até teve bons jogadores, mas que não conseguiram marcar o seu nome com títulos.

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E um deles foi o meia-atacante Marcinho, que chegou no clube em 2005, vindo do São Caetano, depois de ter conquistado o Paulistão no ano anterior.

No Verdão, ficou até 2007, formando boas parcerias com Edmundo, Juninho Paulista e Valdivia. Marcinho era um dos grandes destaques do time neste período.

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Aposentado desde 2015, ele teve a sua primeira experiência como treinador profissional à frente do Ituano, entre 2023 e 2024.

Antes disso, teve experiência como auxiliar técnico do Red Bull Bragantino, trabalhando com Barbieri e o português Pedro Caixinha.

Diferença dos treinadores brasileiros e portugueses

Atualmente sem clube, Marcinho esteve no “Podporco”, onde relembrou a sua carreira como jogador e principalmente a sua passagem pelo Palmeiras.

Durante o papo, Marcinho foi questionado sobre a diferença do treinador português e brasileiro. O ex-jogador trabalhou como auxiliar de ambos, além de ter enfrentado portugueses, como Abel Ferreira, por exemplo.

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Então, na opinião dele, os portugueses estão na nossa frente, principalmente, na questão de planejamento e organização.

“Os novos treinadores brasileiros – e eu me incluo nessa, estão muito mais organizados hoje do que antigamente. Antigamente, ia decidir o que seria o treinamento já lá dentro de campo. Os portugueses eu vejo que são mais organizados em metodologias e processos. Eu trabalhei com o Caixinha e é impressionante o quanto ele sabe delegar. Eu cuidava do ataque e nós tínhamos reuniões que ele só delegava o que iríamos fazer. Quando você tem a confiança e sabe delegar, você faz com que os profissionais se desenvolvam e entregam o melhor”, opinou.

Na sequência, Marcinho entende que os treinadores brasileiros não têm esse perfil porque sempre foram mais desconfiados. E, por isso, acabaram criando uma cultura de ser mais centralizadores.

“Infelizmente, o treinador brasileiro é um treinador desconfiado. E isso veio lá de trás, de querer ser centralizador, de querer mandar em tudo. Então, às vezes tem essa dificuldade em saber delegar, de confiar, para que o trabalho possa fluir melhor. Essa é uma dificuldade que nós treinadores brasileiros temos e o europeu não tem.”

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“Por isso que a comissão do Abel é grande, a do Caixinha também. Ele veio com três e só não veio com mais porque o Reed Bulll Bragantino já tem uma comissão interna. Mas, ele soube delegar. Antes dele se apresentar, ele já sabia tudo que ia acontecer na pré-temporada, a função de cada um… tivemos três reuniões que eu nunca vi aquilo”, contou.

O que o técnico brasileiro é melhor

Por fim, Marcinho destaca uma qualidade que, na opinião dele, os treinadores brasileiros estão à frente.

“Em planejamento eles (portugueses) estão muito à frente da gente. Mas, entendo que o treinador brasileiro é mais criativo. Ele pensa mais “fora da caixinha”. O estrangeiro acaba se engessando mais”, finalizou.

Veja o que ele disse na íntegra:

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