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Jorginho elege último lateral que “cruzava bem” no futebol brasileiro

Tetracampeão do mundo acredita que existe uma falta de treinamento em relação aos atletas da posição

Bruno Romão
Bruno Romão atua, como redator do Torcedores.com, na cobertura esportiva desde 2016. Com enfoque em futebol brasileiro, futebol internacional e mídia esportiva, acumula experiência em eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas. Possui diploma de bacharelado em Jornalismo pela Universidade Estadual da Paraíba.
Jorginho.

Jorginho, em entrevista ao Mundo GV (Reprodução)

Marcado na história do futebol brasileiro, Jorginho analisou o atual momento dos laterais-direitos do país. Na visão do ex-jogador, os ótimos cruzadores de bolas que existiam no país foram se perdendo ao longo do tempo, já que pouco está se chegando no fundo atualmente. Diante disso, Léo Moura, titular do Flamengo durante anos, ganhou ênfase como o último nome que tinha um grande talento no quesito.

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“Tem alguns caras que cruzam bem, mas bem poucos. Talvez o Léo Moura tenha sido o último lateral que, realmente, cruzava muito bem. De lá pra cá tem poucos laterais que cruzam bem.”, disse Jorginho, em entrevista ao podcast “Mundo GV”.

“Os pontas estão trocados. O que está na direita é esquerdo, e o que está na esquerda é direito. Isso era para facilitar a passagem do lateral. Mas, como os laterais estão fazendo função de zagueiro ou vêm por dentro, pouco está se chegando no fundo.”, acrescentou.

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Na sequência, Jorginho revelou que busca auxiliar os laterais durante os treinos. Para que erros não sejam cometidos nas partidas, o técnico costuma repreender cruzamentos rasteiros, já que o passe por baixo facilita a vida dos zagueiros.

“Eu procuro sempre dizer para os meus laterais: se você chega no fundo, muito próximo da grande área, não cruza rasteiro. Não tem jeito. Se cruzar rasteiro, ela não vai passar. Ou dá uma cavada ou passe para trás. Os zagueiros vão estar em cima da linha da pequena área. Se você dá um passe para trás, é fatal fazer esse gol. Eu vejo jogadores chegando no fundo e cruzando de qualquer jeito porque faltou treinamento.”, contou.

Jorginho recorda postura de Zico no Flamengo

Levando em conta o passado com menos jogos, Zico costumava aperfeiçoar ao máximo cobranças de faltas. Porém, Jorginho alertou que, no futebol atual, o desgaste causado pela extensão dos treinos seria vetado por membros da comissão técnica.

“Eu lembro que o Zico, após o treinamento, batia 30, 40, 50 faltas. Hoje, por causa dessa intensidade, provavelmente tirariam o Zico de treinar o tempo todo porque tem jogo quarta e domingo.”, afirmou.

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