Volante foi apresentado por John Textor (Crédito: Vitor Silva/Botafogo)
O Botafogo apresentou oficialmente o volante argentino Cristian Medina, de 23 anos, no Estádio Nilton Santos, entregou-lhe a camisa 5 e assinou com o jogador um contrato válido até dezembro de 2029.
A cerimônia contou com a presença de John Textor, responsável pela SAF alvinegra, além de dirigentes do departamento de futebol. Logo no primeiro contato com a torcida, o meio-campista demonstrou gratidão e relembrou o histórico de tentativas do clube carioca para contratá-lo.
– Primeiramente, quero agradecer ao John pela confiança e por ter insistido. Há alguns anos o clube vinha tentando minha contratação, mas não foi possível. Hoje estou muito feliz de estar aqui – afirmou.
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Negociação longa e entraves no caminho
A diretoria do Botafogo tratou a chegada de Medina como prioridade nesta janela. No entanto, as partes levaram mais de dois meses para concluir o acordo. O principal obstáculo foi o transfer ban que impedia o registro de novos atletas.
Durante esse período, o staff do jogador buscava garantias de que ele poderia atuar imediatamente. Diante da indefinição, o argentino chegou a considerar a permanência no Estudiantes de La Plata.
– Eles me ligaram há cerca de dois meses. Analisei com calma a proposta e como o clube poderia resolver a situação. Quando tudo ficou mais claro, me senti tranquilo para tomar a decisão – explicou o volante.
Além disso, Medina destacou que sempre procurou agir com respeito ao antigo clube. Segundo ele, a escolha foi feita após reuniões com empresários e familiares, priorizando estabilidade e crescimento profissional.
Modelo empresarial e chegada como agente livre
A transferência também chamou atenção pelo formato. Os direitos econômicos do atleta estão ligados a empresários, entre eles Foster Gillett, investidor que planeja estruturar uma rede multiclubes. Vale lembrar que a legislação argentina não permite que clubes adotem o modelo SAF.
O volante chegou ao Rio como agente livre após os investidores realizarem o pagamento de multa rescisória junto ao Boca Juniors, situação semelhante à que ocorreu quando ele se transferiu anteriormente para o Estudiantes.
Portanto, o clube argentino já tinha ciência de que não participaria financeiramente de uma futura negociação, já que não realizou investimento direto na compra dos direitos do atleta.
Confiança no projeto e ambição continental
Durante a coletiva, Textor revelou que o jogador era monitorado há três temporadas.
– Estamos acompanhando ele há três anos. É um atleta que queríamos desde o início do nosso projeto -declarou o dirigente.
Por fim, Medina ressaltou o peso esportivo do novo clube, que recentemente conquistou a Copa Libertadores da América.
– Enfrentei o time na Libertadores e sei da força que tem. Foi campeão e mostrou sua grandeza. Acreditamos que essa decisão vai me levar a um futuro muito melhor – concluiu.

