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Textor perde controle da Eagle, e futuro do Botafogo entra em alerta

Justiça inglesa retira comando da Eagle Bidco do empresário, enquanto nova gestão não descarta venda de clubes

Por Douglas Nunes em 27/03/2026 16:18 - Atualizado há 4 horas

John Textor busca clube inglês em meio à crise no Botafogo (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

O empresário John Textor deixou o controle da Eagle Football Holdings Bidco após decisão da Justiça da Inglaterra. A medida atendeu a credores da empresa, liderados pela Ares Management, que passaram a ter influência direta na condução da holding.

Com isso, a consultoria Cork Gully LLP assumiu a administração do grupo. A empresa é especializada em reestruturação financeira e passa, a partir de agora, a conduzir as decisões estratégicas da Eagle, que reúne participações em clubes como o Botafogo e o Lyon. Recentemente, Textor foi alvo de críticas pela gestão do clube francês.

Botafogo segue sob comando de Textor no futebol

Apesar da mudança na estrutura da holding, o cenário no Botafogo permanece, por enquanto, inalterado. Isso ocorre porque Textor mantém o controle do futebol do clube por meio de uma liminar obtida na Justiça do Rio de Janeiro.

Além disso, a nova administradora deixou claro que, neste primeiro momento, não irá interferir diretamente na gestão esportiva das equipes. Dessa forma, o dia a dia do futebol segue sob a mesma condução, ao menos no curto prazo.

Ainda assim, a situação gera incerteza. Isso porque qualquer mudança estrutural na holding pode, posteriormente, impactar os clubes que fazem parte do grupo.

Nova gestão prioriza estabilidade, mas abre possibilidade de venda

Em comunicado oficial, a Cork Gully LLP indicou que o foco inicial será reorganizar financeiramente a Eagle. A empresa destacou a necessidade de corrigir falhas de gestão e estabilizar a operação.

“Nossa prioridade imediata é estabilizar a empresa, gerir as suas participações de forma responsável e trabalhar para garantir o futuro dos clubes envolvidos”

Ao mesmo tempo, a administradora não descartou medidas mais drásticas. Entre elas, está a possibilidade de venda de ativos da holding, o que inclui clubes de futebol.

“Os administradores buscarão realizar os ativos da empresa em benefício dos credores”

Essa sinalização abre espaço para mudanças relevantes no futuro, especialmente caso a recuperação financeira não avance como esperado.

Corte rejeita argumentos e reforça controle dos credores

A mudança de comando ocorreu após a constatação de inadimplência em acordos financeiros da Eagle. Com isso, a legislação inglesa permitiu a nomeação de administradores independentes, suspendendo os poderes anteriores da diretoria.

Durante o processo, a empresa tentou justificar sua situação com planos de reorganização. No entanto, os credores avançaram na Justiça e conseguiram assumir o controle da holding. A partir daí, uma moratória também passou a valer, protegendo temporariamente a empresa enquanto o processo é conduzido.

Cenário segue indefinido para os clubes do grupo

Embora os clubes sigam operando normalmente, o momento é de atenção nos bastidores. A própria administradora reforçou que a intenção não é interromper atividades esportivas, mas organizar a estrutura financeira.

“Os administradores reconhecem a importância da estabilidade para os clubes de futebol, seus funcionários, jogadores, torcedores e demais partes interessadas”

Por outro lado, o futuro da Eagle ainda depende dos próximos passos da reestruturação. Caso não haja recuperação, a venda de ativos pode se tornar alternativa concreta. Nesse cenário, o Botafogo passa a integrar uma lista de possíveis negociações dentro do grupo.

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