Luighi pelo Palmeiras (Crédito: Brazil Photo Press/Alamy Live News)
O clássico entre Corinthians e Palmeiras ganhou novos desdobramentos fora de campo. O caso envolvendo Luighi chamou atenção após o atacante formalizar uma denúncia por agressão logo após a partida disputada na Neo Química Arena.
Com apoio do Verdão, o jogador tomou medidas legais imediatas. Além disso, passou por exame de corpo de delito, que confirmou um ferimento na região do pescoço, supostamente causado por um tapa durante a confusão nos bastidores.
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Luighi registra ocorrência e faz exame
O episódio de Luighi teve início ainda nos vestiários. Após o empate sem gols, o atacante se dirigia ao exame antidoping quando a situação saiu do controle. As autoridades apontaram Luiz Fernando dos Santos, preparador de goleiros do Corinthians, como suspeito da agressão e o ouviram.
Diante disso, o atleta procurou o Juizado Especial Criminal presente no estádio para registrar o Boletim de Ocorrência. No local, ele também prestou depoimento sobre o ocorrido.
Jogador recusa acordo proposto
Durante o procedimento, o órgão responsável apresentou uma alternativa para encerrar o caso de forma rápida. A proposta envolvia o pagamento de cestas básicas por parte dos envolvidos.
No entanto, tanto o jogador quanto o clube recusaram a possibilidade. O entendimento foi de que a situação exige apuração mais aprofundada, já que o atleta se considera vítima.
Assim, o caso segue em aberto e será analisado pelo Ministério Público, que decidirá os próximos passos da investigação.
Confusão generalizada nos bastidores
A situação que gerou o caso aconteceu em meio a um ambiente de tensão. Houve relatos de empurra-empurra e discussões entre membros das duas equipes.
Inclusive, o Corinthians alegou que os atletas Breno Bidon e Gabriel Paulista também foram atingidos durante o tumulto, o que ampliou ainda mais a polêmica envolvendo o clássico.
Súmula traz versão oficial do árbitro
O árbitro Flávio Rodrigues de Souza registrou os acontecimentos na súmula da partida. Segundo o documento, a confusão teve início quando a equipe responsável pelo controle de doping tentava conduzir o jogador ao local do exame.
De acordo com o relato, houve contato físico envolvendo um segurança, o que desencadeou o tumulto.
Apesar disso, o árbitro destacou que não presenciou agressões diretas entre jogadores das equipes. Ainda assim, a situação precisou ser controlada rapidamente para evitar maiores consequências.
Caso segue em análise
Com a recusa do acordo e o registro formal da ocorrência, o episódio agora entra em uma nova fase.
O Ministério Público será responsável por avaliar os depoimentos e as evidências coletadas. A partir disso, poderá decidir pelo prosseguimento das investigações ou pelo arquivamento do caso.

