Impasse com construtora trava avanço do novo estádio do Santos
Projeto da nova arena enfrenta atraso após pedido da WTorre e deixa diretoria sem ação imediata
Vila Belmiro é a casa do Peixe (Crédito: Divulgação Santos)
O projeto do novo estádio do Santos sofreu um novo obstáculo, mesmo após um acordo considerado definitivo entre o clube e a construtora WTorre. Apesar de o contrato já estar aprovado e pronto para assinatura, a empresa solicitou a suspensão do processo, o que surpreendeu a diretoria e interrompeu o avanço da iniciativa.
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Acordo fechado, mas assinatura sem prazo
Depois de meses de negociações intensas, Santos e WTorre chegaram a um consenso sobre os termos do contrato. O documento foi finalizado após diversas reuniões e trocas de e-mails, encerrando pendências que se arrastavam desde 2024, período em que Marcelo Teixeira assumiu a presidência.
No entanto, mesmo com tudo alinhado, a assinatura foi interrompida por decisão da construtora. A WTorre pediu mais tempo para resolver questões financeiras envolvendo o BTG Pactual, o que acabou travando o andamento do projeto.
Questões financeiras impactam o projeto
O entrave atual está diretamente ligado à relação da construtora com o BTG Pactual, banco que possui participação em operações relevantes da empresa. Entre elas, está a negociação dos naming rights do estádio do Palmeiras com o Nubank, o que demonstra o nível de envolvimento financeiro em projetos desse porte.
Além disso, a WTorre também mantém conversas com outras instituições financeiras para equacionar dívidas. Esse cenário gera incertezas e pode influenciar diretamente o futuro da parceria com o Santos, principalmente na busca por investidores para os naming rights da nova arena.
Santos evita pressionar e adota cautela
Diante da situação, o clube optou por uma postura mais cautelosa. A diretoria entende que pressionar pela assinatura neste momento pode trazer riscos futuros, como a necessidade de renegociar termos com terceiros, incluindo o próprio BTG ou outras empresas envolvidas.
Por isso, o Santos prefere aguardar a definição do cenário financeiro da construtora antes de avançar. Ainda assim, essa postura deixa o clube em uma posição delicada, já que o andamento do novo estádio do Santos depende diretamente da resolução dessas pendências.
Projeto pode atrasar por meses
A expectativa é que a situação leve alguns meses para ser resolvida. Com isso, o cronograma do projeto deve sofrer novo atraso, afastando ainda mais a concretização da nova arena.
Enquanto isso, o clube segue utilizando a Vila Belmiro como sua principal casa. O estádio passa por melhorias estruturais e não há previsão de demolição no curto prazo.
Nova Vila Belmiro segue como alternativa
Paralelamente, existe um projeto de modernização da própria Vila Belmiro. A proposta prevê ampliação da capacidade para cerca de 30 mil torcedores, mas ainda depende de aprovação do Corpo de Bombeiros.
O plano do novo estádio inclui uma estrutura robusta, com aproximadamente 68 mil metros quadrados de área construída. O espaço contará com 28 lojas internas e outras 17 externas, além de estacionamento no nível térreo com capacidade para 310 veículos, podendo ser ampliado para até 620 vagas.

