Home Futebol Botafogo sofre novo transfer ban da Fifa e fica impedido de registrar jogadores por prazo indeterminado

Botafogo sofre novo transfer ban da Fifa e fica impedido de registrar jogadores por prazo indeterminado

Dívida pela contratação de Thiago Almada amplia crise financeira do clube, que já acumula três punições na entidade

Por Douglas Nunes em 11/05/2026 18:10 - Atualizado há 1 hora

Thiago Almada é elogiado por Diego Simeone (Photo by Sergio Ruiz/PRESSIN)

O Botafogo recebeu mais um transfer ban da Fifa e voltou a agravar sua situação nos bastidores. Nesta segunda-feira (11), a entidade aplicou uma nova punição ao clube carioca por causa da dívida envolvendo a contratação de Thiago Almada junto ao Atlanta United, dos Estados Unidos. Com isso, o Alvinegro ficou proibido de registrar novos atletas por tempo indeterminado.

A sanção se soma a outras duas punições já existentes. Antes, o Botafogo havia sido impedido de contratar jogadores por três janelas de transferências. Agora, porém, a restrição ganhou prazo indefinido, o que aumenta a pressão sobre a diretoria e sobre John Textor, dono da SAF alvinegra.

Veja também: Textor propõe “SAF/Social 2.0” ao Botafogo e quer presença permanente no clube

Dívida por Thiago Almada motivou nova punição

O débito com o Atlanta United surgiu após o Botafogo atrasar parcelas do acordo firmado pela contratação de Thiago Almada. Em fevereiro, o clube chegou a pagar US$ 10 milhões à vista para retirar uma punição anterior. No entanto, não conseguiu manter o cronograma combinado posteriormente.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, o clube atrasou o pagamento da segunda parcela do acordo. Além disso, o contrato prevê multa em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos. John Textor ainda tentou renegociar a situação diretamente com os dirigentes do clube norte-americano para evitar uma nova ação imediata na Fifa, mas as conversas não impediram a punição.

O Botafogo também aguarda que a Fifa reconheça os efeitos da recuperação judicial e suspenda momentaneamente as sanções aplicadas ao clube. Até agora, porém, a entidade máxima do futebol não tomou nenhuma decisão favorável ao pedido alvinegro.

Botafogo já acumula três transfer bans

A situação financeira do Botafogo preocupa porque essa não foi uma punição isolada. O clube já havia sofrido outras duas restrições recentemente por dívidas relacionadas a transferências internacionais.

No dia 20 de abril, a Fifa puniu o Botafogo pela dívida com o Ludogorets, da Bulgária, envolvendo a contratação do atacante Rwan Cruz. O jogador chegou ao clube em negociação avaliada em 8 milhões de euros.

Depois, em 7 de maio, a entidade aplicou outra sanção pela pendência financeira com o New York City FC, referente à contratação do uruguaio Santi Rodríguez. Nesse caso, o clube carioca não quitou parcelas de um acordo de US$ 5 milhões.

Agora, com o novo caso envolvendo Thiago Almada, o Botafogo chega ao terceiro transfer ban ativo simultaneamente.

Dívida bilionária aumenta pressão nos bastidores

O cenário financeiro do Botafogo ganhou ainda mais atenção após a divulgação do balanço de 2025. Segundo os números apresentados pelo clube, a SAF possui cerca de R$ 1,1 bilhão em valores a pagar ligados apenas à contratação de jogadores.

Apesar disso, o Botafogo registrou faturamento bruto recorde de R$ 1,44 bilhão. Grande parte dessa receita veio justamente da venda de atletas, setor que arrecadou aproximadamente R$ 733 milhões no período.

Mesmo com a alta arrecadação, o clube enfrenta dificuldades para equilibrar o fluxo de caixa e manter os compromissos financeiros em dia. A sequência de punições da Fifa evidencia justamente esse problema estrutural.

John Textor tenta reorganizar cenário do clube

Nos bastidores, John Textor trabalha para reorganizar as contas e diminuir os impactos esportivos das punições. O empresário americano entende que a recuperação judicial pode servir como mecanismo de proteção temporária diante das cobranças internacionais.

Ainda assim, o Botafogo vive um momento delicado porque o transfer ban impede a inscrição de reforços enquanto as pendências não forem resolvidas. Isso pode afetar diretamente o planejamento do elenco para a sequência da temporada.

Ao mesmo tempo, cresce a cobrança interna por maior controle financeiro. Afinal, mesmo com investimentos altos nos últimos anos e vendas expressivas de jogadores, o clube continua acumulando dívidas relevantes no mercado internacional.

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