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Ex-Globo, Bodão deixa SBT de lado e elege maior concorrente da emissora

Antigo executivo da empresa deu ênfase a queda de faturamento em relação ao auge vivido no passado

Bruno Romão
Bruno Romão atua como redator do Torcedores.com na cobertura esportiva desde 2016. Com enfoque em futebol brasileiro, futebol internacional e mídia esportiva, acumula experiência em eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas. Possui diploma de bacharelado em Jornalismo pela Universidade Estadual da Paraíba.
Ex-Globo, Bodão deixa SBT de lado e elege maior concorrente da emissora

Reprodução

Em entrevista ao podcast “Tomando Uma Com“, Marco Antônio Rodrigues falou sobre o atual momento da Globo. Dono de uma experiência de 41 anos na emissora, um dos principais parceiros de Galvão Bueno contou detalhes sobre o domínio envolvendo o mercado publicitário. Soberana na TV e sem a concorrência da internet, o maior veículo de comunicação do país já contou com 80% do dinheiro vindo de propagandas e ações comerciais.

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Porém, como a competição ficou maior, a Globo passou a registrar metade do faturamento de outros anos. Sendo assim, cortes foram feitos, algo que refletiu em demissões de nomes importantes como Cleber Machado.

“Eu vivi o auge da TV Globo. Tudo passava lá, não era por acaso que tinha os melhores profissionais e os melhores eventos pelo poder econômico. Mas o mundo mudou. O Google e o Facebook começaram a faturar mais do que a Globo no Brasil. A Globo teve por mais de 20 anos 80% do dinheiro do mercado publicitário. Uma audiência fantástica, cobertura no país todo, admirada no mundo, vendia novelas para mais de 100 países. Mas a internet provocou essa grande transformação. O faturamento do ano passado é a metade do que foi no auge. Teve que fazer uma correção de rumo e contratar profissionais mais novos. Para sobreviver, teve que gastar menos.”, disse.

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Na sequência, Bodão destacou que a Globo ainda apresenta um nível bastante elevado em relação ao SBT, Record, Band e demais canais de TV. Dessa forma, as plataformas de streamings e outros serviços na internet, em sua visão, são os únicos veículos capazes de bater de frente na busca pela audiência. Neste cenário, a chefia da empresa voltou a priorizar competições esportivas, motivo pelo qual houve um retorno da Libertadores à programação.

“Na competição de televisão, ainda continua absoluta. Os concorrentes não chegam perto e não ameaçam a hegemonia. A concorrente da Globo é a internet, o streaming, o que vocês estão criando (podcasts). Antes se fazia a programação do horário e todo mundo tinha que seguir. Cada um assiste o que quer hoje. Uma coisa que sobrevive muito forte é o esporte. Tanto que está voltando a comprar tudo e não quer ficar fora da luta pelo Campeonato Brasileiro. Houve uma época que o futebol não fazia parte da grade, comprava e não botava no ar.“, concluiu.

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