Renato Gaúcho não viajou para a Argentina com os reservas do Vasco (Crédito: Buda Mendes/Getty Images)
A Conmebol iniciou um processo para apurar a conduta de Renato Gaúcho após sua ausência na estreia do Vasco na Copa Sul-Americana. O caso ganhou repercussão e pode resultar em punições ao treinador.
A partida em questão terminou empatada em 0 a 0 contra o Barracas Central, na Argentina. No entanto, o comandante não esteve presente e permaneceu no Brasil, enquanto o auxiliar Marcelo Salles dirigiu a equipe.
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Regulamento embasa o processo disciplinar
A entidade sul-americana abriu um expediente com base no artigo 11 do Código Disciplinar, que trata dos princípios de conduta no futebol.
O documento prevê punições em casos de comportamento considerado inadequado dentro do ambiente esportivo. Entre os pontos destacados, estão atitudes que possam comprometer a imagem da competição ou da própria entidade.
O parágrafo 2 afirma que “constituem, entre outros, comportamentos imputáveis e infrações passíveis de sanção aos referidos princípios: […] c. Violar as pautas mínimas do que deve ser considerado como comportamento aceitável no domínio do desporto e do futebol organizado; d. Insultar, de qualquer forma e por qualquer meio, a CONMEBOL, suas autoridades, funcionários etc.;[…] f. Comportar-se de forma que o futebol, como esporte em geral, e a CONMEBOL em particular, possam ser desacreditados em decorrência de tal comportamento”.
Mudanças na inscrição chamam atenção
Outro ponto que chamou atenção da Conmebol foi a alteração na inscrição do técnico. Dias antes da partida, o clube realizou uma troca oficial, retirando Renato Gaúcho da lista e incluindo Bruno Lazaroni, que acabou assinando a súmula.
Posteriormente, o clube solicitou nova alteração, reinserindo o treinador na função.
Essa movimentação, aliada a registros nas redes sociais mostrando o técnico assistindo à partida pela televisão, levantou questionamentos sobre a ausência.
Decisão foi estratégica, segundo o clube
De acordo com pessoas próximas ao caso, Renato Gaúcho baseou sua decisão na logística da equipe. O calendário apertado levou à escolha de preservar jogadores e priorizar compromissos no Brasil.
O presidente Pedrinho explicou a situação:
– Priorizar a competição não é abrir mão da outra. A dinâmica da logística para esse jogo ficou dura. A gente jogou sábado, teve que viajar no domingo, chegar na madrugada de quarta e viajar na quinta para Belém. Se o time vai para lá não tem capacidade física de jogar em Belém. Foi uma decisão do Renato conversada com a gente pensando na capacidade física dos atletas.
– Quem tem um elenco grande consegue sustentar, mas, quem não tem, sofre. E isso acarreta muitas coisas. Se você não consegue bons resultados gera pressão, demissão de treinador – completou.
Possíveis punições no caso
O Código Disciplinar da entidade prevê diferentes tipos de sanções. Entre elas, estão advertências formais e multas financeiras.
Assim, o caso segue em análise e pode ter desdobramentos nos próximos dias.
Prazo para defesa já foi definido
O clube terá prazo até o dia 15, às 13h, para apresentar a defesa do treinador. A partir disso, a entidade avaliará os argumentos antes de tomar uma decisão final.
Portanto, o episódio ainda está em aberto e dependerá da análise detalhada da Conmebol.

