Trump e Infantino estão bem próximos (Crédito: Suzanne Plunkett/PA Images/Alamy Live News)
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou nesta segunda-feira (6) que recebeu um telefonema do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o processo disciplinar envolvendo o atacante Folarin Balogun. No entanto, o dirigente garantiu que a conversa não influenciou a decisão da entidade de suspender a punição aplicada ao jogador norte-americano.
A declaração ocorre em meio à forte repercussão internacional provocada pelo caso. A decisão da Fifa permitiu que Balogun atuasse normalmente nas oitavas de final da Copa do Mundo, mesmo após ter sido expulso na partida contra a Bósnia e Herzegovina.
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Infantino confirma conversa com Trump
Em comunicado oficial, Infantino afirmou que conversa frequentemente com chefes de Estado e autoridades sobre assuntos relacionados à Copa do Mundo. Segundo ele, o contato com Donald Trump seguiu esse mesmo padrão.
“Recebi uma ligação do presidente Donald Trump, assim como recebo ligações de chefes de Estado, autoridades governamentais, representantes do futebol e executivos de empresas de todo o mundo sobre diversos temas”, afirmou.
No entanto, Infantino afirmou que esclareceu ao presidente dos Estados Unidos que o processo seguiria normalmente. Portanto, que não teria interferência externa.
Presidente reforça independência do Comitê Disciplinar
Ao longo do comunicado, Infantino fez questão de defender a autonomia dos órgãos judiciais da Fifa. Segundo ele, o Comitê Disciplinar atua de forma independente e toma suas decisões com base no Código Disciplinar da entidade e nas provas apresentadas em cada processo.
Além disso, o presidente afirmou que esse modelo é essencial para preservar a credibilidade das competições organizadas pela Fifa.
“Expliquei que havia um processo legal em andamento envolvendo os órgãos judiciais independentes da FIFA e que o caso seria decidido no devido tempo pelas instâncias competentes. É assim que o sistema da FIFA funciona”, declarou.
Infantino também reconheceu que nem sempre concorda com as decisões tomadas pelos órgãos disciplinares. Mesmo assim, afirmou que respeita todas elas justamente para preservar a independência institucional.
Caso Balogun provocou repercussão mundial
A polêmica começou após Balogun ser expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina. Como prevê o regulamento, o atacante cumpriria suspensão automática de uma partida e ficaria fora das oitavas de final.
No entanto, o Comitê Disciplinar da Fifa decidiu suspender a aplicação da punição por um período probatório de um ano. Com isso, o atacante ficou liberado para enfrentar a Bélgica.
A decisão gerou críticas de ex-jogadores, comentaristas e veículos internacionais. Wayne Rooney, por exemplo, classificou a medida como “uma vergonha” e afirmou que ela colocava em dúvida o espírito esportivo da competição. Além disso, jornais de diferentes países utilizaram termos como “escândalo”, “polêmica” e “reviravolta” para repercutir o caso.
Decisão reacende debate sobre transparência na Fifa
Embora Infantino tenha negado qualquer influência política, a confirmação da conversa com Donald Trump ampliou o debate sobre a relação entre dirigentes esportivos e líderes políticos durante grandes eventos internacionais.
A Copa do Mundo de 2026 acontece justamente nos Estados Unidos, Canadá e México, tornando natural a interlocução entre a Fifa e os governos dos países-sede. Ainda assim, o episódio aumentou a pressão por transparência em decisões disciplinares que podem alterar o rumo da competição.
Com o caso encerrado, a Fifa tenta reduzir as dúvidas sobre o processo adotado pelo Comitê Disciplinar. Entretanto, a repercussão mostra que a suspensão da punição de Balogun continuará sendo um dos episódios mais debatidos desta edição da Copa do Mundo.

