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Presidente de clube português detona uso do VAR: “Há um para os ricos e outro para os pobres?”

Gol da derrota para o Famalicão, pela Primeira Liga, gera revolta em dirigente do Boavista, que questiona forma de utilização da ferramenta

Patrick Monteiro
Repórter do Torcedores com passagens por: jornal O Fluminense (Niterói/RJ) e diário Lance. Comentarista e narrador na extinta Rádio Fluminense AM 540, onde apresentou os programas "Futebol Internacional" e "Jornada Esportiva". Ex-colunista do site Chelsea Brasil. Cobriu, in loco, a Copa do Mundo FIFA 2014, incluindo a grande final (Alemanha x Argentina), entre outros eventos, como Rio Open de tênis, Copa Brasil de Vela e Conmebol Libertadores.

Crédito: Divulgação/Facebook/Boavista Futebol Clube

A tecnologia ainda encontra resistência no futebol. Algumas são de forma radical, outras vão no sentido de fomentar o debate. Em Portugal, um presidente de clube perdeu a paciência. Trata-se de Vítor Murta, do Boavista, nono colocado do campeonato, após 16 rodadas.

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No último sábado (11), pela liga nacional, a equipe da casa perdeu para o Famalicão (3°) por 1 a 0, em partida que teve um expulso em cada lado. O gol foi de Toni Martinez, mas o dirigente viu uma “falta sobre (o meio-campista brasileiro) Paulinho (xará do ex-corintiano que atua no chinês Guangzhou Evergrande) antes do lance capital do jogo”. Os primeiros instantes do confronto não contaram com o VAR devido a uma falha técnica.

“Falei com o árbitro e mostrei o meu desagrado. O VAR não pode analisar o lance porque a bola bateu na cabeça do Neris. Mas o que é isso? E onde está a verdade desportiva? Estamos estragando o futebol com este tipo de protocolos. Já tínhamos os advogados dos ricos e os dos pobres, agora temos o VAR dos ricos e o VAR dos pobres?”, questionou o mandatário, que também reclamou de um toque de mão na bola na área do adversário.

“Se os árbitros estão manietados por um instrumento chamado VAR, então está tudo mal. Já viram a quantidade de erros que temos assistido sem nada fazer? Há que mudar qualquer coisa. Hoje foi cometida uma injustiça. Houve um erro que por via de um protocolo não pôde ser revertido. Assim não funciona”, frisou Murta.

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