Romário relembra assinatura de contrato com o Flamengo: “Felicidade não se define pelo que acham”

Romário acertou com o Flamengo dias após receber o prêmio de Melhor Jogador do Mundo

Matheus Expedito
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. 22 anos. Amante do esporte bem jogado e admirador de boas histórias.

Crédito: Imagem: Reprodução/ Sportv

Há 25 anos acontecia um fenômeno bem diferente no futebol: o então melhor jogador do mundo deixava o Velho Continente logo após receber o prêmio, coisa que nunca mais aconteceu e dificilmente voltará a se repetir. Isso porque o baixinho Romário optou por sair do Barcelona seis meses, após ganhar a Copa do Mundo pela Seleção Brasileira e um mês após receber a Bola de Ouro da FIFA, para retornar ao Brasil.

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A decisão surpreendeu a todos, tendo em vista que o centroavante ainda estava bem jovem para retornar ao país de origem, com “apenas” 27 anos. Em termos de comparação, seria como o Santos acertar o retorno do astro Neymar, que também está com 27 anos, nesta janela de transferência. Pelo Twitter, o ex-jogador se relembrou da decisão e exaltou o feito.

Há 25 eu deixava o Barcelona pra estrear no Fla. Felicidade não se define pelo que acham, dinheiro é bom, mas eu fiz história de um jeito que poucos fizeram e tenho muito orgulho. E f***-se o q os outros acham. Quem quiser, calce as minhas chuteiras e façam o que eu fiz!”, escreveu o atual senador do Rio de Janeiro. 

Mesmo com o grande desejo do jogador em retornar ao Brasil, o Flamengo precisou mobilizar vários componentes para sacramentar a contratação. O então presidente do clube, Kleber Leite, acertou com quatro empresas, que seriam responsáveis por financiar a contratação do craque pelo valor de 4,5 milhões de dólares. Como contrapartida, essas companhias teriam direito em usar o baixinho como garoto propaganda.

Em entrevista ao Esporte Espetacular, Romário falou sobre a decisão e se comparou com outros craques brasileiros. “Um brasileiro jogando nessas quatro ou cinco maiores ligas do futebol europeu, voltar nessa condição para ganhar menos? Impossível. E nenhum clube hoje no Brasil teria condição financeira para pagar o melhor jogador do mundo. A minha diferença para o retorno do Ronaldo, do Rivaldo e de muitos outros, é que eu estava no auge e não voltei para  me aposentar”, comentou.

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