Flavio Pires: Não é só no futebol. Torcidas organizadas fazem a festa também no Carnaval

Durante o Carnaval, torcida ‘Loucos do Pérola’ incentiva a apresentação da Pérola Negra

Flavio Pires
Colaborador do Torcedores

Faltando menos de dez dias para as festividades de Carnaval começarem, a coluna não poderia tratar de outro tema, senão o feriado mais alegre do Brasil. Aqui em São Paulo, assim como no Rio de Janeiro, escolas de samba são responsáveis por espetáculos e uma disputa rica na avenida.

Mas não é só na avenida que a festa acontece. Na arquibancada, torcidas organizadas surgiram para apoiar quem desfila e defende as cores das escolas e complementar ainda mais a apresentação daquela agremiação.

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Caso como da Loucos do Pérola, organizada da escola da Vila da Madalena. “A torcida é pra trazer todo esse fanatismo e essa herança que o futebol brasileiro deixou para várias pessoas que amam a escola de samba Pérola Negra para os componentes”, afirmou Otávio Augusto Gomes, presidente da torcida.

Em contato com o blog, Otávio contou que a organizada tem até ponto estratégico para ficar no Sambódromo do Anhembi, a fim de fazer o incentivo ser ainda mais presente para os componentes em desfile.

“Estamos localizados em um ponto estratégico da avenida justamente para realçar e cada vez mais dar emoção para aquele componente. Estimular cada vez mais a vitória, o canto, a disposição. Estamos localizados perto do fim da avenida para dar aquele último gás, para que o componente se sinta prestigiado e crie uma sinergia. Ele pensa: ‘Tem uma pessoa na arquibancada fazendo festa para mim’. Por isso essa explosão de cores, barulho, sinalizadores, bandeiras.”

Ao falar em festa nas arquibancadas do Sambódromo, difícil não lembrar da festa das torcidas no futebol, com bandeiras, barulho, mastros e tudo que tem direito. É o que anda faltando nas arquibancadas dos estádios, mas que estamos tentando recuperar com muita luta, há anos. Essa é a minha causa, em prol da festa nos jogos no estado de São Paulo.

Em seguida, Otávio também afirmou que a tradição da escola de samba é passada de geração para geração. “Toda a base da torcida é um público muito jovem, amante do Pérola Negra e que se encontrou em meio a tantas funções na escola de samba. E lá se aprende a verdadeira história, tem um projeto de base para contar a história do Pérola Negra nesses 47 anos”.

Interação com outras torcidas no Carnaval

Frequentador de arquibancada de futebol desde 2002, Otávio Augusto Gomes é palmeirense e membro da Mancha Verde desde 2008. Perguntado pela coluna sobre como funciona a relação das torcidas organizadas no Carnaval, o presidente da Loucos do Pérola aproveitou para repudiar qualquer ato de violência.

“As escolas não entram em conflito no samba, por todo o fator cultural do samba, que repudia ao extremo qualquer tipo de violência. Samba é respeito e quem começou torcida teve que entrar nessa cultura, com toda essa bagagem”, disse.

“Inclusive, nos mais ou menos sete anos que a torcida foi fundada, nunca tivemos algum tipo de violência. Isso mostra a conduta que a torcida segue durante esses anos. Repudiamos a violência nas ruas. A rivalidade existe, a certo ponto é sadia, porém não podemos confundir e perder vidas por isso. O samba não permite que perdemos vidas por conta de violências externas”, finalizou.

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