Voltando a cidade natal, Renato Moicano completa 10 anos se “divertindo” no UFC

Antes de enfrentar Damir Hadzovic, Renato Moicano quer manter bom desempenho da carreira e chegar a 14º vitória em 18 lutas

Luis Feitosa
Jornalista graduado e amante de futebol e futebol americano

Crédito: Divulgação/UFC

A carreira duradoura de Renato Moicano está prestes a alcançar uma importante marca em um momento especial. O brasileiro foi pai do pequeno Isaac e chegará a 10 anos de carreira após o duelo do UFC Brasília, no próximo sábado, contra Damir Hadzovic.

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“O que eu quero é que essa carreira vá por muitos anos ainda, mais 10, mais 20… O único sentimento que quero ter é aquele lá do começo, de competir e me divertir. Competir é a graça. Esses dez anos passaram num piscar de olhos, nem vi, e com filho então… Realmente estou muito feliz”, disse Moicano em entrevista exclusiva ao Canal Combate.

O duelo contra Hadzovic é especial e marca o retorno de Moicano a sua cidade natal. Em Brasília, o lutador superou os preconceitos de que não chegaria em uma grande companhia e quer ser campeão na nova categoria. O brasileiro deixou o peso-pena (até 66kg) e estreará no peso-leve (até 70kg) com objetivo de subir no ranking e alcançar o cinturão, atualmente com Nurmagomedov.

“O que estou sentindo sobre lutar em Brasília: quando comecei a treinar boxe, MMA, nada disso tinha a ver com os outros, com ser bom, gostava de fazer aquilo. Quando comecei a competir foi a mesma coisa, fiz não porque queria fama ou dinheiro, adorava MMA como ainda adoro. Mas, ao mesmo tempo, as oportunidades eram muito difíceis, não sabia se chegaria ao UFC. Só tive uma luta na minha cidade, e sinto que será como a realização de um sonho. Muitos duvidaram que eu seria lutador de MMA. Quero mostrar para essas pessoas em Brasília que estou chegando numa categoria nova e chegando para ir nas cabeças. Não estou só para figurar, meu sonho é ser campeão”, completou.

Vindo de duas derrotas consecutivas, Renato Moicano espera quebrar a sequência e recuperar a grande sequência que teve início da sua caminhada no UFC. O brasileiro tem oito lutas na companhia com cinco vitórias e três derrotas, mas o cartel da carreira é ainda mais impressionante com 13 vitórias em 17 lutas realizadas. De volta à sua cidade natal, Moicano usou das duas derrotas para conseguir melhorar seu potencial físico e mental.

“No começo foi bem ruim. Tenho três derrotas na minha carreira, todas elas no UFC, não sou acostumado a perder. É muito ruim perder, mas isso é um grande problema também. Tive que fazer um pouco do processo de ver o que poderia tirar de bom, o que poderia tirar de ruim. Aquela frase meio piegas de dizer que “se aprende com as derrotas” é muito verdade. Fui criado num mundo em que é feio perder, e isso acaba gerando uma ansiedade muito grande atrás das vitórias. Mas o erro tem sua importância, ensina que você tem que mudar de caminho, é fundamental para o aprendizado. Não é que eu esteja fazendo apologia da derrota, mas com a derrota você começa a enxergar as coisas diferentes (…). Hoje em dia assisto a essas duas lutas que perdi como qualquer outra, mas no começo foi difícil mesmo.

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