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Rudi Völler lembra decisões da carreira e revela porque recusou Barcelona e Milan

Hoje diretor-esportivo do Bayer Leverkusen, ídolo alemão está no futebol profissional há 43 anos

Samuel de Brito
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Paolo Bruno/Getty Images

Perto de completar 60 anos, o ídolo alemão Rudi Völler lembrou as melhores e mais difíceis decisões de sua carreira como jogador durante entrevista ao Sport Bild. Völler se viu frente a uma decisão nada fácil em 1984: permanecer no Werder Bremen ou seguir para o Barcelona ou Milan.

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“Na época, o Milan era maior. E estava claro: se eu for, irei para a Itália. Eu tive uma temporada muito boa, fui o artilheiro e o jogador de futebol do ano em 1983. Representantes do AC Milan vieram ao Parkhotel em Bremen, negociamos. Eu realmente balancei lá”, admite Völler.

O fato de ter ficado no Werder Bremen também se deve ao seu então treinador Otto Rehhagel: “Eu fiquei em Bremen em 1984 por causa dele. Pude julgar bem no time que eu poderia contribuir melhor com minhas qualidades. Tive colegas maravilhosos como Norbert Meier, Uwe Bracht, Uwe Reinders. Otto Rehhagel sabia exatamente como nos usar. Ficamos em segundo lugar em 1985 e 1986. E eu fui para Roma em 1987”.

Campeão mundial em 1990, Völler revela que as melhores decisões de sua carreira foram quando decidiu se mudar para a Roma, em 1987, e quando saiu do Olympique de Marseille para o Bayer Leverkusen, em 1994.

“Em retrospecto, as mudanças para Roma e para Leverkusen foram certamente as melhores. Eu realmente aprendi a amar o clube aqui. Se eu olhar para o estádio agora, posso ver o que cresceu aqui. É inacreditável, sem comparação com o antigo estádio Haberland”, diz Völler se referindo ao clube alemão.

Treinador da seleção alemã na Copa de 2002, Völler ocupa hoje o cargo de diretor-esportivo do Bayer Leverkusen. Ele comentou também sobre as melhores decisões nesta função.

“Apesar de todas as estrelas que vieram para Leverkusen – sejam Bernd Schuster, Ulf Kirsten, Emerson, Ballack, Lúcio, o técnico garantiu a maior mudança: Christoph Daum. Essa foi a decisão pessoal mais importante que nosso ex-gerente Reiner Calmund tomou para o clube. Daum deu vida ao Bayer 04 e lançou as bases para o que se desenvolveu nas últimas duas décadas no campo de treinamento. Eu havia acabado de me tornar diretor de esportes na época e ainda me lembro de como Christoph me inspirou em sua primeira conversa por suas idéias e planos”, finaliza.

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