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Dirigente do Inter explica demissão de Índio; ex-zagueiro admite mágoa, desabafa e lembra que “ganhou tudo” no clube

Ex-zagueiro Índio foi um dos funcionários demitidos pela direção do Inter nesta quarta-feira

Eduardo Caspary
Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.

Crédito: Foto: Arquivo/Inter/Alexandre Lops

Buscando maneiras de reduzir os custos em meio à pandemia de coronavírus, a direção do Inter oficializou a demissão de 44 funcionários nesta quarta-feira – eles representam 8% dos postos de trabalho do clube. Uma das saídas mais emblemáticas foi a do ex-zagueiro Índio, que trabalhava na pasta de Relacionamento Social.

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Ele era figura frequente em eventos consulares por diversas cidades e auxiliava na captura de novos sócios. O jornalista Fabiano Baldasso, que realizava o mesmo trabalho, também deixou o clube.

“Hoje é um dia complicado para nós que somos gestores. É uma decisão difícil de ser tomada. Foi uma estratégia traçada pelo nosso Conselho de Gestão. Não é somente pela questão financeira, mas também a capacidade de entrega de alguns setores do clube neste momento”, lamentou o vice-presidente colorado Alexandre Barcellos, à Rádio Bandeirantes, antes de falar do caso específico de Índio:

“Hoje, o presidente Marcelo Medeiros falou com ele. Não estamos fazendo reuniões presenciais com ninguém, a situação impossibilita o contato pessoal. O Índio é um jogador que construiu uma grande carreira, é respeitadíssimo. Mas estava desempenhando uma atividade junto ao relacionamento social que está completamente suspensa até o final do ano”, acrescentou.

Índio desabafa e admite mágoa pela saída

Em contato com o site Globoesporte.com, o multicampeão pelo colorado não negou sair magoado pela modo como a sua saída foi conduzida pela direção. O contrato deste trabalho dele com o Inter iria até janeiro de 2021.

“Na verdade, recebi uma ligação do RH ontem (terça-feira). Mandaram passar hoje (quarta) às 11h30. Acatei a decisão, como sempre cumpri desde quando era jogador. Às 11h30, cheguei lá e vi que não fazia mais parte. Foi uma surpresa. Claro que fico triste. Sempre tive uma identificação muito grande com a torcida. Tudo que tenho foi por esta torcida, por este clube. Sempre vou amar o Inter, sou ex-atleta. Fiquei chateado como conduziram, como me trataram. Sempre busquei dar o melhor de mim, dei sangue pelo Inter no Mundial”, disse, antes de concluir:

“Ninguém me ligou, ninguém. Eu que tomei a iniciativa e mandei uma mensagem ao presidente, que respondeu. Eu agradeci a oportunidade. Esse é o meu caráter. O presidente me desejou sucesso. Minha relação com a torcida será sempre a mesma. Sou colorado e isso nunca mudará. Sempre estarei nos jogos incentivando por mais conquistas do Inter. Eu só fiquei triste pela maneira que foi. Só isso, por ter sido pelo telefone. Fiquei um pouco chateado. Nunca menosprezei ninguém. Eu sou o maior vencedor da história do clube, mas tudo que tenho tive ajuda dos companheiros, devo a todos e tenho amizade com todos. Era só isso, um pouco mais de consideração”, acrescentou.

Ele afirma, por outro lado, ter outros negócios como alugueis de imóveis, fazendas em Mato Grosso e participação no ramo da construção. No Inter, atuou entre 2005 e 2014 ganhando duas Libertadores, um Mundial, duas Recopas Sul-Americanas e sete Gauchões.

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