Ademir, Marcos, Evair e mais: confira dez jogadores considerados “lendas” na história do Palmeiras

Entre tantos ídolos que passaram pela Academia de Futebol, o Torcedores listou dez “lendas” palmeirenses

Adriano Oliveira
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Fotos: Divulgação/ Montagem: Adriano Oliveira

Grandes craques fazem parte da gloriosa história da Sociedade Esportiva Palmeiras desde agosto de 1914, quando o clube foi fundado por imigrantes italianos com o nome de Palestra Itália. Para a “torcida que canta e vibra”, como diz o hino, futebol bem jogado é marca registrada no “maior campeão do Brasil”.

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Veja uma coleção de belos gols marcados por Zinedine Zidane durante seus cinco anos no Real Madrid; o meio-campista francês marcou 49 vezes até sua última partida pelo clube, realizada em 16 de maio de 2006

 

Confira abaixo dez jogadores considerados “lendas” na rica trajetória do Palmeiras. Ídolos idolatrados pelos torcedores que tão bem representaram a camisa alviverde nos campos de futebol:

Simplesmente “São Marcos”

Não há dúvida de que o goleiro Marcos é o maior ídolo da história recente do Palmeiras. Natural de Oriente, no interior de São Paulo, ele chegou ao Parque Antarctica em 1992 aos 18 anos. Sua estreia como titular na equipe principal aconteceu em maio de 1996, em jogo diante do Botafogo-SP pelo Campeonato Paulista, e logo de cara o arqueiro defendeu um pênalti na goleada palmeirense por 4 x 0.

Desde então foram 533 jogos vestindo a camisa alviverde com 257 vitórias, além de vários títulos conquistados. Foi o grande destaque na vitoriosa campanha da Copa Libertadores de 1999 e, três anos depois, já “canonizado” como “São Marcos”, sagrou-se pentacampeão mundial com a seleção brasileira na Copa da Ásia. Tem um busto de bronze em sua homenagem na sede do clube.

Luís Pereira, a lenda na “defesa que ninguém passa”

Seguramente, o maior defensor da história do Palmeiras e um dos melhores do futebol brasileiro. Zagueiro dotado de técnica bem acima da média, sempre se destacou pelos desarmes eficientes e a excelente saída de bola, além de muito bom cabeceador.

Defendeu as cores alviverdes por 11 temporadas em 576 jogos disputados, com 289 vitórias e 36 gols, sendo bicampeão brasileiro em 1972-1973 e campeão paulista em 1972 e 1974, este último o histórico título conquistado sobre o arquirrival Corinthians.

Ademir da Guia, “um craque chamado Divino”

A grande lenda do Palmeiras em todos os tempos. Poucos jogadores na história do futebol possuem tamanha identificação com clube e torcida igual ao “Divino”. Camisa 10 clássico, elegante, com exímia visão de jogo e habilidade incomum, o tornaram um ídolo consagrado e incontestável depois de 16 temporadas vestindo a camisa alviverde, alcançando a expressiva marca de 902 partidas disputadas com 513 vitórias, mais 155 gols marcados e muitos troféus conquistados. Tem um busto de bronze em sua homenagem na sede do clube.

Dudu, o “incansável capitão”

Blindar a defesa era uma de suas principais características e Dudu fez isso com maestria por 12 temporadas, sendo o terceiro atleta que mais vezes vestiu a camisa palmeirense com 614 jogos, 344 vitórias e 29 gols. Brigador e capitão do time, o volante costumava estudar o esquema tático de todos os adversários antes das partidas e sabia até de que lado mais atacavam e quem mais driblava.

Sagrou-se tricampeão paulista e pentacampeão nacional (feito que somente Dudu e Ademir da Guia possuem no Palmeiras) e disputou a Copa do Mundo da Alemanha em 1974 com a seleção brasileira. Se tornou treinador da equipe após encerrar a carreira como jogador e tem um busto de bronze em sua homenagem na sede do clube.

Evair, o “Matador”

Ao lado de Marcos, é também um dos maiores ídolos contemporâneos do Verdão. Pelo apurado faro de gol, ganhou o apelido de “Matador” e se imortalizou na história do clube ao assinalar dois gols na goleada por 4 x 0 sobre o arquirrival Corinthians, em clássico que decidiu o Campeonato Paulista de 1993 e encerrou um jejum de 16 anos sem títulos.

Grande batedor de pênaltis, Evair anotou 126 gols em cinco temporadas com a camisa alviverde, sendo 246 confrontos disputados e 137 vitórias. Foi bicampeão estadual (1993-1994), bicampeão brasileiro (1993-1994) e da Copa Libertadores da América (1999), além do Torneio Rio-São Paulo em 1993.

Junqueira, a primeira “lenda”

José Junqueira de Oliveira dedicou toda sua carreira profissional somente ao Palmeiras e atuou entre os anos de 1931 e 1945, em 334 partidas e 209 vitórias. Com forte liderança dentro de campo, o ferrenho defensor foi capitão do time em boa parte de sua trajetória vestindo a camisa alviverde e só fica abaixo de Luís Pereira na lista dos maiores zagueiros da história do clube.

É o maior vencedor do Campeonato Paulista pelo Verdão com sete conquistas (1932, 1933, 1934, 1936, 1940, 1942 e 1944) e foi o primeiro jogador a ser presenteado com um busto de bronze em sua homenagem na sede do Palmeiras. Faleceu em fevereiro de 1985 aos 74 anos.

Edmundo, o “Animal”

Reconhecido pelo talento, técnica, habilidade e também pelo temperamento forte, Edmundo Alves de Souza Neto conquistou títulos, polêmicas e um lugar cativo na galeria das “lendas” palmeirenses, além de ser um dos grandes nomes do futebol brasileiro. Foi destaque no histórico título do Campeonato Paulista e também do Torneio Rio-São Paulo em 1993, além de bicampeão brasileiro (1993 e 1994).

Vestiu a camisa do Palmeiras em 223 oportunidades com 125 vitórias e balançou as redes 99 vezes. Pelo jeito ousado de jogar e o gênio explosivo, Edmundo ganhou do narrador esportivo Osmar Santos o apelido de “Animal”.

Waldemar Fiume, o “Pai da Bola”

O domínio sempre perfeito da pelota lhe rendeu o apelido de “Pai da Bola”. O polivalente Waldemar Fiume jogava em qualquer posição, mas se destacou como zagueiro e, principalmente, volante. Atuou no clube por 18 temporadas entre 1941 e 1958 e entrou em campo 619 vezes, com 351 vitórias e 27 gols. Completamente dedicado ao Palmeiras, recebeu um busto de bronze em sua homenagem na sede do clube. Faleceu em novembro de 1996 aos 74 anos.

Alex, o camisa 10 cerebral

Ao lado de Marcos, Arce, Evair e César Sampaio, entre outros craques, o meia Alex brilhou com a camisa do Palmeiras no fim dos anos 90 e ínício da década de 2000. Driblador e com visão de jogo apurada, era sempre decisivo também nas bolas paradas. Foi peça importante do time que conquistou o troféu da Copa Libertadores de 1999, especialmente nos confrontos diante de Corinthians e River Plate (ARG).

Entrou em campo 243 vezes pelo Verdão, com 121 triunfos e 78 gols marcados. Seu gol na vitória por 4 x 2 sobre o rival São Paulo, pelo Torneio Rio-São Paulo de 2002, no estádio do Morumbi, quando o então camisa 10 passou por dois adversários, deu um chapéu no goleiro Rogério Ceni e estufou as redes, é um dos mais bonitos de sua carreira e ficará marcado para sempre na memória dos palmeirenses.

Oberdan Cattani, o “Poderoso Chefão” do gol

A impulsão e a agilidade eram as principais características do lendário goleiro Oberdan Cattani, que defendeu a meta palmeirense por 14 temporadas entre 1941 e 1954, com 214 vitórias em 358 partidas disputadas. Oberdan era tão seguro e confiante que, por diversas vezes, conseguia fazer a defesa agarrando a bola e rapidamente a recolocando em jogo com apenas uma das mãos.

Foi considerado o melhor goleiro do país na década de 40 e, além do Verdão, também atuou pela seleção brasileira e a seleção paulista. Faleceu em junho de 2014 aos 95 anos e, no ano seguinte, recebeu um busto de bronze em sua homenagem na sede do clube.

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