Presidente da CBF revela gastos milionários com testes de Covid: “Praticamos aquilo que o Governo deveria ter feito”

Msndatário máximo da CBF ressaltou empenho para manter o futebol como uma prática segura no país

Bruno Romão
24 anos, jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba, amante da escrita, natural de Campina Grande e um completo apaixonado por futebol. Contato: bruno.romao.nascimento@gmail.com

Crédito: Lucas Figueiredo - CBF

Em vídeo da reunião de Rogério Caboclo com os representantes dos principais clubes do Brasil, divulgado pelo jornalista Venê Casagrande, o presidente da CBF falou sobre os efeitos do coronavírus. Sendo assim, o presidente da entidade revelou os gastos totais com testes de Covid-19, feitos desde o início da pandemia. Portanto, em sua visão, a federação fez o trabalho que deveria ter sido do Governo, já que também promoveu ações sociais, como o “Craques da Saúde”.

“A CBF e as federações e os clubes, fizeram um trabalho lindo, maravilhoso… Agiram de forma plural e com ação social e efetiva. Fizemos funções sociais que ninguém fez. As federações fizeram e a CBF fez. Não quero crédito para ninguém, o fato é que praticamos aquilo que o Governo deveria ter feito. Objetivamente, a CBF, com as federações e os clubes, fizeram 90 mil testes, gastaram R$ 30 milhões”

“Em competições nacionais, não reduziram uma única partida, e eu ouvi isso dos maiores dirigentes do futebol do mundo. Como vocês fizeram? Vontade, vigor, voluntariedade… De clubes e federações porque estávamos unidos, não por nenhuma segunda razão. Ninguém se quis se gabaritar e ganhar status com isso”, declarou.

TRATAMENTO IGUALITÁRIO DA CBF

Além disso, Caboclo ressaltou que procura dar o mesmo tratamento para todos os clubes do Brasil. Ele também fez questão de exaltar a gestão do Flamengo, separando o Rubro-Negro dos rivais cariocas.

“Eu disse para o presidente da Fifa: ‘O Flamengo tem uma camisa gigante, mas aqui ele é tratado igual a uma camisa quase igual do que foi rebaixado.’ O Oeste de Barueri… Não diferenciamos nenhum clube. Não existe gigante ou o pequeno… Se não houver a negociação coletiva, o Brasil perde. Perde o Nordeste, todos, o Bahia, Fortaleza, Ceará… Perdem os clubes do Rio, que nunca vão se equiparar. Perde o Vasco, Botafogo e Fluminense. Eu elevo o Flamengo ao status que merece hoje. Os clubes de São Paulo muito bem colegiados e estabelecidos, têm uma noção razoável“, explicou.

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