Representantes do boxe brasileiro e a ascensão em olimpíadas

Atletas de boxe querem continuar seguindo caminho vencedor em Olimpíadas 

Junior Aguiar
Jornalista, formado pela Universidade Católica de Pernambuco. Criador de conteúdo web, torcedor do Santa Cruz F.C. e atleta de boxe olímpico

Os sete representantes do boxe brasileiro nas Olimpíadas de Tóquio 2021 já foram definidos. Serão três mulheres e quatro homens, e um só objetivo: manter a ascensão do país nos jogos olímpicos.

Graziele Jesus (até 51 kg), Jucielen Romeu (57 kg), Beatriz Ferreira (60 kg); Wanderson Oliveira (63 kg),Hebert Conceição (75 kg), Keno Marley (81 kg) e Abner Teixeira (91 kg) subirão no ringue do nobre esporte a partir do dia 24 de julho.

Desde 2012, nos jogos olímpicos de Londres, o Brasil tem subido ao pódio. Adriana Araújo, a primeira mulher pugilista a representar o boxe brasileiro em Olimpíadas, ficou com o bronze naquele ano. Os irmãos Yamaguchi e Esquiva Falcão ganharam o bronze e a prata, respectivamente.

Quem chega e quem sai dos clubes?

 

Em 2016, o baiano Robson Conceição subiu mais alto ao ganhar o primeiro ouro olímpico no Rio de Janeiro.

Robson Conceição conquista primeira medalha dourada na historia do boxe brasileiro

Foto: Globo Esporte | Robson Conceição foi o primeiro brasileiro medalhista de ouro em Olimpíadas

 

Caso esse ritmo de conquistas se mantenha, é certo que o hino brasileiro será tocado nos pódios em Tóquio este ano. Motivação e capacidade não faltam.

“Saber que eu fiz parte da história do boxe, não só brasileiro, mas do boxe mundial é muito emocionante. De poder conquistar a primeira medalha olímpica para o Brasil. Essa medalha representa um fato inédito. Por trás dela (a medalha de ouro) tem uma história de vida, de dificuldade, uma história de guerreiros e guerreiras”, destaca Robson.

O histórico de cada atleta do boxe brasileiro em Tóquio

Bia Ferreira é atual campeã mundial até 60 kg e favorita ao pódio no Japão. A atleta conquistou a medalha de ouro nos jogos Pan-americanos no Perú em 2019.

“A gente está bem positivo, a gente acredita vamos surpreender lá em Tóquio e vamos trazer o número de medalhas esperado”, relata Bia Ferreira.

Ela, e toda a delegação do boxe olímpico do Brasil já embarcaram esta semana para a cidade de Assis, na Itália. Lá, a equipe fará um  training camp no Centro de Treinamento da Federação Pugilística Italiana. Serão 17 dias de preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

Bia Ferreira é a número 1 do ranking mundial de boxe

Foto: Comitê Olímpico Brasileiro | Bia Ferreira é a maior aposta para trazer medalha

Os outros atletas:

  • Keno Marley – Campeão dos Jogos Olímpicos da Juventude em 2018, prata no Pan-americano em 2019, atual campeão continental
  • Hebert Conceição – Prata no Pan-americano e nos Jogos Mundiais Militares em 2019 e bronze no Mundial de Boxe
  • Jucielen Romeu – Prata no Pan-americana em 2019
  • Wanderson de Oliveira – Campeão dos jogos Sul-Americanos de Cochabamba em 2018 e ouro na Cologne World Cup
  • Abner Teixeira –  Bi-campeão do campeonato Brasileiro Juvenil em 2013 e 2014
  • Graziele Jesus –  Prata no Campeonato Continental de Boxe Feminino, na Bolívia

Os sete atletas classificados são preparados pelos  treinadores Mateus Alves, Leonardo Macedo e Amônio Silva, além do massoterapeuta Alex Christão.

“A medalha olímpica não vem pro dia pra noite. No esporte olímpico de alto rendimento qualquer dado vai fazer diferença, como a frequência cardíaca ou quantos metros o atleta anda num round”, enfatiza o técnico Mateus Alves sobre como anda o sistema de preparação física da equipe brasileira que, segundo ele, atualmente se equipara a potências como a Rússia.

Para o atleta Hebert Conceição, agora é manter o foco pra chegar na melhor forma física e psicológica dos representantes do boxe brasileiro.

“Assim a gente vai chegar com bastante autoridade para brigar por medalha. Vamos pra cima”, relata com entusiasmo.

Veja também:

Relembre os medalhistas olímpicos em 2016 

Quando começam os jogos olímpicos de Tóquio